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2 Macabeus · Salmos · Apocalipse
2Mc 13-15 · Sl 150 · Ap 22
5 capítulos · 139 versículos · cerca de 20 min de leitura

2 Macabeus 13

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🎧 Ouvir (2 Macabeus 13)

1 No ano cento e quarenta e nove, Judas soube que Antíoco Eupátor vinha com uma multidão contra a Judeia,

2 e com ele Lísias, procurador e encarregado dos negócios, que tinha consigo cento e dez mil soldados de infantaria, cinco mil cavaleiros, vinte e dois elefantes e trezentos carros armados de foices.

3 Também Menelau se juntou a eles e, com muita falsidade, suplicava a Antíoco, não pela salvação da pátria, mas esperando ser estabelecido no principado.

4 Mas o Rei dos reis suscitou os ânimos de Antíoco contra o pecador; e, sugerindo Lísias que este era a causa de todos os males, ordenou (segundo o costume que têm) que ele fosse preso e morto naquele mesmo lugar.

5 Havia, porém, naquele lugar uma torre de cinquenta côvados, que tinha de todos os lados um amontoado de cinzas; esta dava para um precipício.

6 Dali ordenou que o sacrílego fosse lançado nas cinzas, empurrando-o todos para a morte.

7 E por tal lei aconteceu que morreu o transgressor da lei, Menelau, sem que fosse dado à terra.

8 E na verdade com bastante justiça: pois, porque cometeu muitos delitos contra o altar de Deus, cujo fogo e cinza eram santos, ele mesmo foi condenado a morrer na cinza.

9 Mas o rei avançava com a mente desenfreada, para se mostrar aos judeus pior do que seu pai.

10 Conhecidas estas coisas, Judas ordenou ao povo que invocasse o Senhor dia e noite, para que, como sempre, também agora os ajudasse,

11 pois temiam ser privados da lei, da pátria e do santo templo; e que não permitisse que o povo, que há pouco tinha um pouco respirado, fosse de novo submetido às nações blasfemas.

12 Tendo, pois, todos juntos feito isto e pedido ao Senhor misericórdia com choro e jejuns, prostrados por três dias seguidos, Judas exortou-os a que se preparassem.

13 Ele, porém, com os anciãos, resolveu sair antes que o rei movesse o exército contra a Judeia e tomasse a cidade, e confiar ao juízo do Senhor o desfecho da coisa.

14 Entregando, pois, tudo a Deus, criador do mundo, e exortando os seus a que combatessem valentemente e resistissem até a morte pelas leis, pelo templo, pela cidade, pela pátria e pelos cidadãos, estabeleceu o exército junto a Módin.

15 E, tendo dado aos seus por sinal «A vitória de Deus», com jovens valentíssimos escolhidos, atacando de noite o acampamento real, matou no campo quatro mil homens e o maior dos elefantes com os que estavam montados sobre ele;

16 e, enchendo o acampamento dos inimigos do maior medo e perturbação, tendo as coisas corrido prosperamente, retiraram-se.

17 Isto, porém, foi feito ao raiar do dia, ajudando-o a proteção do Senhor.

18 Mas o rei, tendo provado a audácia dos judeus, tentava com astúcia a dificuldade dos lugares;

19 e aproximava o acampamento de Bétsura, que era um reduto fortificado dos judeus; mas era posto em fuga, fracassava, ia diminuindo.

20 Aos que, porém, estavam dentro, Judas enviava o necessário.

21 Mas um certo Ródoco, do exército judaico, revelou os segredos aos inimigos; ele foi procurado, preso e encerrado.

22 De novo o rei tratou com os que estavam em Bétsura: deu a mão direita, recebeu a deles, partiu;

23 travou combate com Judas e foi vencido. E quando soube que Filipe, que tinha sido deixado sobre os negócios, se rebelara em Antioquia, consternado de mente, suplicando aos judeus e submetendo-se a eles, jura sobre tudo quanto pareceu justo; e, reconciliado, ofereceu sacrifício, honrou o templo e depôs presentes.

24 Abraçou o Macabeu e o fez chefe e príncipe desde Ptolemaida até os gerrenos.

25 Mas, quando chegou a Ptolemaida, os ptolemenses suportavam com desgosto o acordo de amizade, indignados, com receio de virem a romper o pacto.

26 Então Lísias subiu ao tribunal, expôs a razão, acalmou o povo e regressou a Antioquia; e deste modo se desenrolaram a ida e o regresso do rei.

2 Macabeus 14

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🎧 Ouvir (2 Macabeus 14)

1 Mas, passado o tempo de três anos, Judas e os que estavam com ele souberam que Demétrio, filho de Seleuco, havia subido com um exército poderoso e com navios pelo porto de Trípoli até lugares oportunos,

2 e que havia tomado as regiões contra Antíoco e contra o seu general Lísias.

3 Ora, um certo Alcimo, que tinha sido sumo sacerdote, mas que voluntariamente se contaminara nos tempos da mistura, considerando que de modo nenhum havia para ele salvação nem acesso ao altar,

4 veio ao rei Demétrio no ano cento e cinquenta, oferecendo-lhe uma coroa de ouro e uma palma e, além disso, ramos que pareciam ser do templo. E naquele dia, de fato, manteve-se calado.

5 Mas, tendo obtido um tempo oportuno para a sua loucura, convocado por Demétrio ao conselho e interrogado sobre em que coisas e planos os judeus se apoiavam,

6 respondeu: «Os próprios judeus que são chamados assideus, à frente dos quais está Judas Macabeu, alimentam guerras e provocam sedições, e não permitem que o reino esteja tranquilo;

7 pois também eu, privado da glória dos meus antepassados (refiro-me ao sumo sacerdócio), vim para cá;

8 em primeiro lugar, guardando fidelidade aos interesses do rei; em segundo, também velando pelos cidadãos; pois pela perversidade daqueles toda a nossa nação é não pouco atormentada.

9 Mas peço-te, ó rei, conhecidas todas estas coisas uma a uma, que cuides tanto da região quanto da nação, segundo a tua bondade conhecida de todos;

10 pois, enquanto Judas sobreviver, é impossível que haja paz nos negócios.»

11 Ditas tais coisas por este, também os demais amigos, que se comportavam de modo hostil contra Judas, inflamaram Demétrio.

12 Este, imediatamente, enviou à Judeia como chefe Nicanor, comandante dos elefantes,

13 dando-lhe ordens para que prendesse o próprio Judas, dispersasse os que estavam com ele e constituísse Alcimo sumo sacerdote do grande templo.

14 Então os gentios que tinham fugido da Judeia diante de Judas juntavam-se em bandos a Nicanor, considerando as misérias e as desgraças dos judeus como prosperidades dos seus próprios negócios.

15 Tendo, pois, os judeus ouvido a vinda de Nicanor e a reunião das nações, cobertos de terra, suplicavam àquele que constituiu o seu povo para guardá-lo para sempre, e que protege a sua porção com sinais evidentes.

16 Ordenando o chefe, logo dali partiram e reuniram-se junto à fortaleza de Dessau.

17 Mas Simão, irmão de Judas, travara combate com Nicanor; foi, porém, aterrorizado pela súbita chegada dos adversários.

18 Contudo, Nicanor, ouvindo o valor dos companheiros de Judas e a grandeza de ânimo que tinham nos combates pela pátria, temia decidir a questão pelo sangue.

19 Por isso enviou adiante Posidônio, Teodócio e Matias, para darem e receberem as mãos direitas.

20 E, tratando-se por muito tempo conselho sobre estas coisas, e tendo o próprio chefe levado o assunto à multidão, foi de todos um só parecer: consentir nas amizades.

21 Assim, fixaram um dia em que tratariam em segredo entre si; e para cada um foram trazidas e postas cadeiras.

22 Mas Judas ordenou que houvesse homens armados em lugares oportunos, para que, por acaso, não surgisse de repente algum mal por parte dos inimigos; e fizeram uma conversa conveniente.

23 Ora, Nicanor permanecia em Jerusalém e nada fazia de injusto; e despediu os bandos das turbas que se tinham ajuntado.

24 E tinha Judas sempre querido de coração, e estava inclinado para o homem.

25 E pediu-lhe que tomasse esposa e gerasse filhos. Casou-se; viveu em sossego, e viviam em comum.

26 Mas Alcimo, vendo o afeto que havia entre eles e os acordos, veio a Demétrio e dizia que Nicanor consentia em interesses estranhos, e que destinara para si como sucessor Judas, conspirador contra o reino.

27 Assim, o rei, exasperado e irritado com as péssimas acusações deste, escreveu a Nicanor, dizendo que, na verdade, levava muito a mal o acordo de amizade, mas que ordenava, contudo, que enviasse o Macabeu acorrentado a Antioquia o mais depressa possível.

28 Conhecidas estas coisas, Nicanor ficou consternado e levava muito a mal ter de tornar nulo o que se havia acordado, em nada lesado pelo homem;

29 mas, porque não podia resistir ao rei, observava a oportunidade para cumprir a ordem.

30 Mas o Macabeu, vendo que Nicanor agia com ele de modo mais áspero e que apresentava de forma mais feroz o trato costumeiro, entendendo que essa aspereza não procedia de algo bom, reunindo poucos dos seus, ocultou-se de Nicanor.

31 Quando este percebeu que fora habilmente prevenido pelo homem, veio ao máximo e santíssimo templo; e, estando os sacerdotes a oferecer as hóstias costumeiras, ordenou que lhe entregassem o homem.

32 Dizendo-lhe estes, com juramento, que não sabiam onde estava aquele que era procurado, estendendo a mão para o templo,

33 jurou, dizendo: «Se não me entregardes Judas acorrentado, arrasarei este santuário de Deus até o chão, e arrancarei o altar, e consagrarei este templo ao pai Líber.»

34 E, ditas estas coisas, partiu. Mas os sacerdotes, estendendo as mãos ao céu, invocavam aquele que sempre fora defensor da sua nação, dizendo estas coisas:

35 «Tu, Senhor de todas as coisas, que de nada precisas, quiseste que o templo da tua habitação se fizesse entre nós.

36 E agora, Santo dos santos, Senhor de tudo, conserva para sempre impoluta esta casa, que há pouco foi purificada.»

37 Ora, um certo Rázias, dos anciãos de Jerusalém, foi denunciado a Nicanor; homem amante da cidade e de boa fama, que, pelo seu afeto, era chamado pai dos judeus.

38 Este, por muitos tempos, manteve o propósito de continência no judaísmo, e estava disposto a entregar o corpo e a alma pela perseverança.

39 Querendo, porém, Nicanor manifestar o ódio que tinha contra os judeus, enviou quinhentos soldados para que o prendessem.

40 Pois pensava que, se o enganasse, infligiria aos judeus o maior desastre.

41 Mas, desejando as turbas irromper em sua casa, arrombar a porta e atear fogo, quando já ia ser preso, feriu-se com a espada,

42 preferindo morrer nobremente a ficar submetido aos pecadores e ser tratado com injúrias indignas do seu nascimento.

43 Mas, como pela pressa não tivesse desferido o golpe com pontaria certa, e como as turbas irrompessem por dentro das portas, correndo audazmente até o muro, precipitou-se virilmente sobre as turbas;

44 mas, dando-lhe estas rapidamente lugar para a sua queda, veio a cair sobre o meio do pescoço.

45 E, respirando ainda, inflamado de ânimo, levantou-se; e, escorrendo o seu sangue em grande fluxo, e estando ferido com gravíssimas chagas, atravessou a turba correndo;

46 e, postando-se sobre uma rocha escarpada, e já tornado exangue, abraçando as suas entranhas, lançou-as com ambas as mãos sobre as turbas, invocando o dominador da vida e do espírito para que de novo lhe restituísse estas coisas; e assim deixou a vida.

2 Macabeus 15

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🎧 Ouvir (2 Macabeus 15)

1 Nicanor, porém, ao saber que Judas estava na região da Samaria, resolveu atacá-lo com todo o ímpeto no dia de sábado.

2 Os judeus que o seguiam por necessidade diziam-lhe: «Não procedas de modo tão feroz e bárbaro, mas presta honra ao dia da santificação e respeita aquele que tudo observa.»

3 aquele infeliz perguntou se há no céu um poderoso que ordenou que se guardasse o dia de sábado.

4 E como eles respondessem: «Há o próprio Senhor vivo no céu, o poderoso, que ordenou que se guardasse o sétimo dia»,

5 ele disse: «E eu sou poderoso sobre a terra, que ordeno que se peguem em armas e que se cumpram os negócios do rei.» Contudo, não conseguiu realizar o seu intento.

6 E Nicanor, exaltado com a máxima soberba, havia resolvido erguer um troféu comum à custa de Judas.

7 O Macabeu, porém, sempre confiava, com toda a esperança, que o auxílio lhe viria de Deus;

8 e exortava os seus a não temerem a vinda das nações, mas a terem em mente os auxílios que lhes haviam sido dados do céu, e a esperarem agora que a vitória lhes viria do Todo-Poderoso.

9 E, falando-lhes da lei e dos profetas, lembrando-lhes também os combates que tinham travado antes, tornou-os mais animados;

10 e, assim animados os seus espíritos, mostrava-lhes ao mesmo tempo a falsidade das nações e a violação dos juramentos.

11 Armou cada um deles não com a proteção de escudo e lança, mas com excelentes palavras e exortações, expondo-lhes um sonho digno de fé, com o qual a todos alegrou.

12 E a visão era assim: Onias, que havia sido sumo sacerdote, homem bom e benigno, modesto no olhar, comedido nos costumes e elegante no falar, e que desde menino se exercitara nas virtudes, estendendo as mãos, orava por todo o povo dos judeus.

13 Depois disso, apareceu também outro homem, admirável pela idade e pela glória, e revestido de grande dignidade ao seu redor.

14 E Onias, respondendo, disse: «Este é o amigo dos irmãos e do povo de Israel; este é o que muito ora pelo povo e por toda a cidade santa: Jeremias, o profeta de Deus.»

15 Então Jeremias estendeu a mão direita e deu a Judas uma espada de ouro, dizendo:

16 «Recebe esta espada santa como dom de Deus, com a qual abaterás os adversários do meu povo de Israel.»

17 Assim, exortados pelas excelentes palavras de Judas, com as quais se podia avivar o ardor e fortalecer os ânimos dos jovens, resolveram entrar em combate e pelejar com valentia, para que o valor decidisse a contenda, porque a cidade santa e o templo estavam em perigo.

18 Pois pelas esposas e filhos, e também pelos irmãos e parentes, era menor a sua preocupação; mas o maior e primeiro temor era pela santidade do templo.

19 Mas também aqueles que estavam na cidade tinham não pequena preocupação por aqueles que iam entrar em combate.

20 E quando já todos esperavam que se daria o desfecho, e os inimigos estavam à mão, e o exército estava ordenado, os elefantes e os cavaleiros dispostos em lugar oportuno,

21 o Macabeu, considerando a vinda da multidão, os variados preparativos de armas e a ferocidade dos animais, estendendo as mãos para o céu, invocou o Senhor que faz prodígios, o qual dá a vitória aos dignos não conforme o poder das armas, mas como a ele agrada.

22 E, invocando, disse desta maneira: «Tu, Senhor, que enviaste o teu anjo no tempo de Ezequias, rei de Judá, e mataste do acampamento de Senaqueribe cento e oitenta e cinco mil,

23 envia agora também, ó dominador dos céus, o teu anjo bom diante de nós, no temor e tremor da grandeza do teu braço,

24 para que temam os que vêm com blasfêmia contra o teu povo santo.» E assim ele concluiu o seu discurso.

25 Nicanor, porém, e os que estavam com ele avançavam com trombetas e cânticos.

26 Judas, porém, e os que estavam com ele, invocado Deus, travaram o combate por meio de orações;

27 combatendo com a mão, mas orando ao Senhor com os corações, abateram não menos de trinta e cinco mil, regozijando-se grandemente com a presença de Deus.

28 E quando cessaram e regressavam com alegria, souberam que Nicanor caíra com as suas armas.

29 Levantado, pois, o clamor e suscitado o alvoroço, bendiziam o Senhor onipotente na língua pátria.

30 E Judas, que em tudo estava pronto, de corpo e alma, a morrer pelos concidadãos, mandou que a cabeça de Nicanor e a sua mão, cortada juntamente com o ombro, fossem levadas a Jerusalém.

31 E quando ali chegou, convocados os compatriotas e os sacerdotes ao altar, mandou chamar também aqueles que estavam na cidadela.

32 E, mostrada a cabeça de Nicanor e a mão nefanda que ele, estendendo-a contra a casa santa do Deus onipotente, magnificamente se gloriara,

33 mandou também que a língua do ímpio Nicanor, cortada, fosse dada em pedaços às aves, e que a mão do insensato fosse pendurada defronte do templo.

34 Todos, pois, bendisseram o Senhor do céu, dizendo: «Bendito seja aquele que conservou o seu lugar incontaminado!»

35 E suspendeu a cabeça de Nicanor no alto da cidadela, para que fosse sinal evidente e manifesto do auxílio de Deus.

36 Assim, todos por comum decisão determinaram de modo nenhum deixar passar aquele dia sem celebração;

37 mas celebrá-lo no dia treze do mês de Adar, que se chama, na língua síria, a véspera do dia de Mardoqueu.

38 Assim, realizadas estas coisas a respeito de Nicanor, e desde aqueles tempos possuída a cidade pelos hebreus, também eu aqui porei fim ao meu relato.

39 E se de fato ficou bem e como convém à história, é isto também o que eu mesmo desejaria; mas se ficou menos dignamente, deve perdoar-se-me.

40 Pois, assim como beber sempre vinho, ou sempre água, é prejudicial, mas usar de um e de outro alternadamente é agradável, assim também, para os leitores, se o discurso for sempre rebuscado, não será agradável. Aqui, portanto, será concluído.

🎧 Ouvir (Salmos 150)

1 Aleluia. Louvai ao Senhor no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.

2 Louvai-o pelas suas obras poderosas; louvai-o segundo a imensidão da sua grandeza.

3 Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com o saltério e a cítara.

4 Louvai-o com tambor e dança; louvai-o com as cordas e a flauta.

5 Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos de júbilo.

6 Todo ser que respira louve ao Senhor! Aleluia.

Apocalipse 22

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🎧 Ouvir (Apocalipse 22)

1 E mostrou-me um rio de água da vida, resplandecente como cristal, que brotava do trono de Deus e do Cordeiro.

2 No meio da praça da cidade e de ambos os lados do rio estava a árvore da vida, que dá doze frutos, produzindo seu fruto a cada mês; e as folhas da árvore servem para a cura das nações.

3 E não haverá mais maldição alguma; mas o trono de Deus e do Cordeiro estará nela, e os seus servos o servirão.

4 E verão a sua face, e o seu nome estará nas suas frontes.

5 E não haverá mais noite; e não necessitarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus os iluminará, e reinarão pelos séculos dos séculos.

6 E disse-me: «Estas palavras são fidelíssimas e verdadeiras. E o Senhor Deus dos espíritos dos profetas enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que devem acontecer em breve.»

7 «E eis que venho depressa. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.»

8 E eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me para adorar diante dos pés do anjo que me mostrava estas coisas;

9 e ele disse-me: «Vê, não o faças; pois sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e daqueles que guardam as palavras da profecia deste livro. Adora a Deus.»

10 E disse-me: «Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo.

11 Quem faz o mal, continue a fazer o mal; e quem está na imundície, continue na imundície; e quem é justo, justifique-se ainda mais; e quem é santo, santifique-se ainda mais.»

12 «Eis que venho depressa, e a minha recompensa está comigo, para retribuir a cada um segundo as suas obras.

13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.»

14 Bem-aventurados os que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e entrem na cidade pelas portas.

15 Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impudicos, os homicidas, os que servem aos ídolos e todo aquele que ama e pratica a mentira.

16 «Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testemunhar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a descendência de Davi, a estrela resplandecente da manhã.»

17 E o Espírito e a Esposa dizem: «Vem!» E quem ouve, diga: «Vem!» E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.

18 Pois eu testemunho a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar algo, Deus acrescentará sobre ele as pragas escritas neste livro.

19 E se alguém tirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

20 diz aquele que dá testemunho destas coisas: «Sim, venho depressa. Amém.» Vem, Senhor Jesus!

21 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.

📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.