📖 Bíblia em 1 Ano
Juízes 12
comparar versões →1 Mas eis que em Efraim irrompeu uma sedição; pois, passando rumo ao norte, disseram a Jefté: «Por que, indo combater contra os filhos de Amon, não nos quiseste chamar para irmos contigo? Por isso incendiaremos a tua casa.»
2 Ele lhes respondeu: «Eu e o meu povo tínhamos uma violenta contenda contra os filhos de Amon; e vos chamei para que me prestásseis auxílio, e não o quisestes fazer.
3 Vendo isso, pus a minha vida nas minhas mãos e passei contra os filhos de Amon, e o Senhor os entregou nas minhas mãos. Que mereci eu, para que vos levanteis contra mim em batalha?»
4 Convocando, pois, a si todos os homens de Galaad, combatia contra Efraim; e os homens de Galaad feriram Efraim, porque este dissera: «Galaad é um fugitivo de Efraim, e habita no meio de Efraim e de Manassés.»
5 E os galaaditas ocuparam os vaus do Jordão, por onde Efraim havia de voltar. E quando algum dos de Efraim chegava ali em fuga e dizia: «Peço-vos que me deixeis passar», os galaaditas lhe diziam: «Acaso és efrateu?» Dizendo ele: «Não sou»,
6 interrogavam-no: «Dize, pois, Xibbólet», que se traduz «Espiga». Ele respondia: «Sibbólet», não sendo capaz de exprimir «espiga» pela mesma letra. E logo, agarrando-o, degolavam-no na própria passagem do Jordão. E caíram naquele tempo, de Efraim, quarenta e dois mil.
7 Jefté, o galaadita, julgou, pois, Israel por seis anos; e morreu, e foi sepultado na sua cidade de Galaad.
8 Depois dele, julgou Israel Abesã, de Belém;
9 o qual teve trinta filhos e outras tantas filhas, as quais, enviando-as para fora, deu a maridos; e, do mesmo número, tomou esposas para os seus filhos, introduzindo-as na sua casa. E julgou Israel por sete anos;
10 e morreu, e foi sepultado em Belém.
11 A ele sucedeu Ahialon, o zabulonita; e julgou Israel por dez anos;
12 e morreu, e foi sepultado em Zabulon.
13 Depois dele, julgou Israel Abdon, filho de Ilel, o faratonita;
14 o qual teve quarenta filhos e, deles, trinta netos, que montavam sobre setenta jumentinhos. E julgou Israel por oito anos;
15 e morreu, e foi sepultado em Faraton, na terra de Efraim, no monte de Amalec.
Juízes 13
comparar versões →1 De novo os filhos de Israel fizeram o mal aos olhos do Senhor, que os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos.
2 Havia certo homem de Saraá, da tribo de Dã, chamado Manué, que tinha uma esposa estéril.
3 O anjo do Senhor apareceu a ela e lhe disse: «Tu és estéril e sem filhos; mas conceberás e darás à luz um filho.
4 Cuida, pois, de não beber vinho nem bebida fermentada, e de não comer coisa alguma impura;
5 porque conceberás e darás à luz um filho, cuja cabeça a navalha não tocará; pois o menino será nazireu de Deus desde a sua infância e desde o ventre de sua mãe, e ele começará a libertar Israel da mão dos filisteus.»
6 Ela, tendo ido ao seu marido, disse-lhe: «Um homem de Deus veio a mim, tendo o semblante de um anjo, muito temível. Quando lhe perguntei quem era, e de onde vinha, e por que nome se chamava, não quis dizer-me;
7 mas isto me respondeu: ‹Eis que conceberás e darás à luz um filho; cuida de não beber vinho nem bebida fermentada, e de não comer coisa alguma impura; pois o menino será nazireu de Deus desde a sua infância, desde o ventre de sua mãe até o dia da sua morte.›»
8 Manué, então, orou ao Senhor e disse: «Suplico-te, Senhor, que o homem de Deus que enviaste venha de novo e nos ensine o que devemos fazer com o menino que há de nascer.»
9 E o Senhor ouviu Manué que suplicava, e o anjo de Deus apareceu de novo à sua esposa, sentada no campo; mas Manué, seu marido, não estava com ela. Quando ela viu o anjo,
10 apressou-se e correu ao seu marido, e anunciou-lhe, dizendo: «Eis que me apareceu o homem que antes eu vira.»
11 Ele se levantou e seguiu a sua esposa; e, chegando ao homem, disse-lhe: «És tu quem falou à mulher?» E ele respondeu: «Eu sou.»
12 Manué lhe disse: «Quando a tua palavra se cumprir, que queres que o menino faça? Ou de que se deverá guardar?»
13 E o anjo do Senhor disse a Manué: «De tudo o que falei à tua esposa, abstenha-se ela:
14 que não coma nada do que nasce da videira; não beba vinho nem bebida fermentada; não se alimente de coisa alguma impura; e cumpra e guarde o que lhe ordenei.»
15 Manué disse ao anjo do Senhor: «Suplico-te que aceites o meu pedido, e que te preparemos um cabrito.»
16 O anjo lhe respondeu: «Ainda que me obrigues, não comerei dos teus pães; mas, se queres fazer um holocausto, oferece-o ao Senhor.» E Manué não sabia que era o anjo do Senhor.
17 E disse-lhe: «Qual é o teu nome, para que, se a tua palavra se cumprir, te honremos?»
18 Ele lhe respondeu: «Por que perguntas o meu nome, que é admirável?»
19 Manué, então, tomou um cabrito e as libações, e os pôs sobre uma pedra, oferecendo-os ao Senhor, que faz maravilhas; e ele mesmo e a sua esposa olhavam.
20 E, ao subir a chama do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu igualmente na chama. Quando Manué e a sua esposa viram isto, caíram por terra de bruços,
21 e o anjo do Senhor não lhes apareceu mais. Imediatamente Manué entendeu que era um anjo do Senhor,
22 e disse à sua esposa: «Certamente morreremos, porque vimos a Deus.»
23 A mulher lhe respondeu: «Se o Senhor quisesse matar-nos, não teria recebido das nossas mãos o holocausto e as libações, nem nos teria mostrado todas estas coisas, nem nos teria anunciado o que há de vir.»
24 Ela, então, deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sansão. E o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.
25 E o espírito do Senhor começou a estar com ele no acampamento de Dã, entre Saraá e Estaol.
Juízes 14
comparar versões →1 Desceu, pois, Sansão a Tamnata; e vendo ali uma mulher dentre as filhas dos filisteus,
2 subiu e anunciou a seu pai e a sua mãe, dizendo: «Vi em Tamnata uma mulher dentre as filhas dos filisteus; peço-vos que a tomeis para mim por esposa.»
3 Disseram-lhe seu pai e sua mãe: «Acaso não há mulher entre as filhas de teus irmãos e em todo o meu povo, para que queiras tomar esposa dos filisteus, que são incircuncisos?» E disse Sansão a seu pai: «Toma-me esta, porque agradou aos meus olhos.»
4 Ora, seus pais não sabiam que aquilo procedia do Senhor, e que ele buscava ocasião contra os filisteus; pois naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.
5 Desceu, pois, Sansão com seu pai e sua mãe a Tamnata. E quando chegaram às vinhas da cidade, eis que apareceu um leão novo, feroz e rugindo, e veio ao seu encontro.
6 Mas o espírito do Senhor irrompeu sobre Sansão, e ele despedaçou o leão, rasgando-o em pedaços como se fosse um cabrito, sem ter absolutamente nada na mão; e não quis revelar isto a seu pai nem a sua mãe.
7 E desceu e falou com a mulher que havia agradado aos seus olhos.
8 E, alguns dias depois, voltando para tomá-la, desviou-se para ver o cadáver do leão, e eis que havia um enxame de abelhas na boca do leão e um favo de mel.
9 Tomando-o nas mãos, ia comendo pelo caminho; e chegando a seu pai e a sua mãe, deu-lhes uma parte, e eles também comeram; contudo, não lhes quis revelar que havia tomado o mel do corpo do leão.
10 Desceu, pois, seu pai até a mulher, e fez para seu filho Sansão um banquete; pois assim costumavam fazer os jovens.
11 Quando, pois, os habitantes daquele lugar o viram, deram-lhe trinta companheiros para que estivessem com ele.
12 Sansão disse-lhes: «Vou propor-vos um enigma; se mo resolverdes dentro dos sete dias do banquete, dar-vos-ei trinta lençóis de linho e outras tantas túnicas;
13 mas se não puderdes resolvê-lo, vós me dareis trinta lençóis de linho e o mesmo número de túnicas.» Eles responderam-lhe: «Propõe o enigma, para que o ouçamos.»
14 E disse-lhes: «Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura.» E não puderam, por três dias, resolver o enigma.
15 E chegando o sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: «Lisonjeia o teu marido e persuade-o a que te revele o que significa o enigma; e se não o quiseres fazer, queimar-te-emos a ti e à casa de teu pai. Acaso nos convidastes para as núpcias a fim de nos despojardes?»
16 Ela derramava lágrimas diante de Sansão e queixava-se, dizendo: «Tu me odeias e não me amas; por isso o enigma que propuseste aos filhos do meu povo não mo queres explicar.» Mas ele respondeu: «A meu pai e a minha mãe não o quis dizer; e poderei revelá-lo a ti?»
17 Durante, pois, os sete dias do banquete chorava diante dele; e finalmente, no sétimo dia, como lhe fosse importuna, ele lho explicou. E ela imediatamente o revelou aos seus concidadãos.
18 E eles, no sétimo dia, antes do pôr do sol, disseram-lhe: «Que coisa há mais doce que o mel? E que coisa mais forte que o leão?» E ele lhes disse: «Se não tivésseis arado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma.»
19 Irrompeu, pois, sobre ele o espírito do Senhor, e desceu a Ascalon, e ali matou trinta homens, cujas vestes, depois de tiradas, deu aos que haviam resolvido o enigma. E, sumamente irado, subiu à casa de seu pai;
20 a sua mulher, porém, tomou por marido um dos amigos e padrinhos dele.
Lucas 19
comparar versões →1 E, tendo entrado, atravessava Jericó.
2 E eis um homem chamado Zaqueu: e este era chefe dos publicanos, e ele mesmo era rico.
3 E procurava ver Jesus, quem era; e não podia, por causa da multidão, porque era pequeno de estatura.
4 E, correndo adiante, subiu numa figueira-brava para o ver, porque por ali havia de passar.
5 E, quando chegou ao lugar, Jesus, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque hoje convém que eu fique na tua casa.»
6 E ele desceu depressa e recebeu-o com alegria.
7 E, vendo isso, todos murmuravam, dizendo que ele tinha ido hospedar-se em casa de um homem pecador.
8 Mas Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Eis que a metade dos meus bens, Senhor, dou aos pobres; e, se em algo defraudei alguém, restituo o quádruplo.»
9 Disse-lhe Jesus: «Hoje veio a salvação a esta casa, porque também ele é filho de Abraão.
10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.»
11 Enquanto eles ouviam essas coisas, acrescentou e disse uma parábola, por estar perto de Jerusalém e porque julgavam que o reino de Deus se manifestaria imediatamente.
12 Disse, pois: «Certo homem nobre partiu para uma região distante, para receber para si um reino e voltar.
13 E, chamando os seus dez servos, deu-lhes dez minas e disse-lhes: ‹Negociai até que eu venha.›
14 Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: ‹Não queremos que este reine sobre nós.›
15 E aconteceu que, recebido o reino, voltou; e mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, para saber quanto cada um havia negociado.
16 Veio, então, o primeiro, dizendo: ‹Senhor, a tua mina rendeu dez minas.›
17 E disse-lhe: ‹Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás poder sobre dez cidades.›
18 E veio o segundo, dizendo: ‹Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.›
19 E a este disse: ‹Também tu sê sobre cinco cidades.›
20 E veio outro, dizendo: ‹Senhor, eis a tua mina, que tive guardada num lenço;
21 pois te temi, porque és homem severo: tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste.›
22 Disse-lhe: ‹Pela tua própria boca te julgo, servo mau. Sabias que eu sou homem severo, que tiro o que não pus e ceifo o que não semeei:
23 então por que não deste o meu dinheiro ao banco, para que eu, ao vir, o reclamasse com os juros?›
24 E disse aos que estavam presentes: ‹Tirai-lhe a mina e dai-a àquele que tem dez minas.›
25 E disseram-lhe: ‹Senhor, ele tem dez minas.›
26 ‹Digo-vos, porém: a todo o que tem se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.
27 Todavia, aqueles meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim.›»
28 E, ditas estas coisas, ia adiante, subindo para Jerusalém.
29 E aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos,
30 dizendo: «Ide à aldeia que está em frente; ao entrardes nela, achareis um jumentinho preso, sobre o qual nenhum homem jamais se sentou; soltai-o e trazei-o.
31 E, se alguém vos perguntar: ‹Por que o soltais?›, assim lhe direis: ‹Porque o Senhor precisa do seu serviço.›»
32 Foram, então, os que tinham sido enviados, e acharam o jumentinho de pé, como lhes havia dito.
33 E, quando soltavam o jumentinho, disseram-lhes os seus donos: «Por que soltais o jumentinho?»
34 E eles disseram: «Porque o Senhor precisa dele.»
35 E levaram-no a Jesus. E, lançando as suas vestes sobre o jumentinho, puseram Jesus em cima.
36 E, enquanto ele ia, estendiam as suas vestes no caminho.
37 E, quando já se aproximava da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, alegrando-se, começou a louvar a Deus em alta voz por todos os prodígios que tinham visto,
38 dizendo: «Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!»
39 E alguns dos fariseus, do meio da multidão, disseram-lhe: «Mestre, repreende os teus discípulos.»
40 Aos quais ele disse: «Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.»
41 E, ao aproximar-se, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo:
42 «Se também tu conhecesses, e ao menos neste teu dia, o que é para a tua paz! Mas agora isso está escondido dos teus olhos.
43 Porque virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheira, e te rodearão, e te apertarão de todos os lados;
44 e te lançarão por terra, a ti e aos teus filhos que estão em ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.»
45 E, tendo entrado no templo, começou a expulsar os que nele vendiam e compravam,
46 dizendo-lhes: «Está escrito: ‹A minha casa é casa de oração›; mas vós a fizestes covil de ladrões.»
47 E ensinava todos os dias no templo. Mas os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e o chefe do povo procuravam destruí-lo,
48 e não achavam o que lhe fazer, pois todo o povo estava suspenso, ouvindo-o.
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.