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📖 Bíblia em 1 Ano

Toda a Sagrada Escritura — os 73 livros — lida e ouvida ao longo de um ano, um pouco do Antigo Testamento, um Salmo e o Novo Testamento a cada dia.

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Números · Deuteronômio · Salmos · Marcos
Nm 35-36, Dt 1 · Sl 25 · Mc 15
5 capítulos · 152 versículos · cerca de 22 min de leitura

Números 35

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🎧 Ouvir (Números 35)

1 O Senhor também falou estas coisas a Moisés, nas planícies de Moab, junto ao Jordão, defronte de Jericó:

2 «Ordena aos filhos de Israel que deem aos levitas, das suas possessões,

3 cidades para habitar, e os seus arrabaldes ao redor, para que eles morem nas povoações, e os arrabaldes sirvam para os rebanhos e o gado;

4 esses arrabaldes, a partir dos muros das cidades para fora, ao redor, estender-se-ão por um espaço de mil passos.

5 Para o lado do oriente serão dois mil côvados, e para o lado do meridião igualmente serão dois mil; também para o mar, que olha para o ocidente, será a mesma medida, e o lado setentrional terminará em limite igual; e as cidades estarão no meio, e fora os arrabaldes.

6 Dessas mesmas povoações que dareis aos levitas, seis serão separadas como refúgio para os fugitivos, para que a elas fuja aquele que tiver derramado sangue; e, além destas, outras quarenta e duas povoações,

7 isto é, ao todo quarenta e oito, com os seus arrabaldes.

8 E essas mesmas cidades, que serão dadas das possessões dos filhos de Israel, daqueles que têm mais serão tiradas mais, e dos que têm menos, menos: cada um dará as povoações aos levitas conforme a medida da sua herança.»

9 Disse o Senhor a Moisés:

10 «Fala aos filhos de Israel e dir-lhes-ás: Quando tiverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,

11 determinai quais cidades devem ser para proteção dos fugitivos, que sem querer tiverem derramado sangue;

12 nas quais, quando ali estiver o foragido, o parente do morto não poderá matá-lo, até que ele se apresente diante da multidão e a sua causa seja julgada.

13 Dessas cidades que são separadas para socorro dos fugitivos,

14 três estarão para além do Jordão, e três na terra de Canaã,

15 tanto para os filhos de Israel como para os forasteiros e peregrinos, a fim de que se refugie nelas aquele que sem querer tiver derramado sangue.

16 Se alguém ferir com ferro, e morrer aquele que foi ferido, será réu de homicídio, e ele mesmo morrerá.

17 Se atirar uma pedra, e o atingido cair morto, será punido do mesmo modo.

18 Se, ferido com pau, morrer, será vingado com o sangue de quem o feriu.

19 O parente do morto matará o homicida: logo que o apreender, matá-lo-á.

20 Se alguém, por ódio, empurrar um homem, ou atirar contra ele alguma coisa de emboscada,

21 ou, sendo seu inimigo, o ferir com a mão, e ele morrer, o que feriu será réu de homicídio: o parente do morto, logo que o encontrar, degolá-lo-á.

22 Mas, se por acaso, e sem ódio

23 e sem inimizades, fizer alguma destas coisas,

24 e isto for comprovado ouvindo-o o povo, e a questão for debatida entre o que feriu e o parente do sangue:

25 o inocente será livrado da mão do vingador, e por sentença será reconduzido à cidade para a qual fugira, e ali permanecerá até que morra o sumo sacerdote, que foi ungido com o óleo santo.

26 Se o matador for encontrado fora dos limites das cidades que foram destinadas aos desterrados,

27 e for ferido por aquele que é o vingador do sangue, ficará sem culpa quem o matar.

28 Pois o foragido devia residir na cidade até à morte do pontífice. Mas, depois que este morrer, o homicida voltará para a sua terra.

29 Estas coisas serão perpétuas e como lei em todas as vossas habitações.

30 O homicida será punido sob testemunhas: pelo testemunho de um só, ninguém será condenado.

31 Não aceitareis preço daquele que é réu de sangue; ele mesmo morrerá imediatamente.

32 Os desterrados e os foragidos, antes da morte do pontífice, de modo algum poderão voltar às suas cidades,

33 para que não profaneis a terra da vossa habitação, que se mancha com o sangue dos inocentes; nem de outro modo pode ser expiada, senão pelo sangue daquele que tiver derramado o sangue de outrem.

34 E assim será purificada a vossa possessão, habitando eu convosco. Pois eu sou o Senhor, que habito entre os filhos de Israel.»

Números 36

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🎧 Ouvir (Números 36)

1 Aproximaram-se também os chefes das famílias de Galaad, filho de Maquir, filho de Manassés, da descendência dos filhos de José; e falaram a Moisés diante dos príncipes de Israel, dizendo:

2 «O Senhor ordenou a ti, nosso senhor, que dividisses a terra por sorte aos filhos de Israel, e que desses às filhas de Salfaad, nosso irmão, a posse devida a seu pai;

3 se, porém, homens de outra tribo as tomarem por esposas, a sua posse irá com elas e, transferida para outra tribo, será subtraída da nossa herança.

4 E assim acontecerá que, quando chegar o jubileu, isto é, o quinquagésimo ano da remissão, a distribuição feita pelas sortes ficará confundida, e a posse de uns passará para outros.»

5 Respondeu Moisés aos filhos de Israel e, por ordem do Senhor, disse: «Falou acertadamente a tribo dos filhos de José.

6 E esta é a lei promulgada pelo Senhor acerca das filhas de Salfaad: casem-se com quem quiserem, contanto que seja com homens da sua própria tribo,

7 para que a posse dos filhos de Israel não se misture de tribo em tribo. Pois todos os homens tomarão esposas da sua própria tribo e parentela,

8 e todas as mulheres receberão maridos da mesma tribo, para que a herança permaneça nas famílias,

9 e as tribos não se misturem entre si, mas permaneçam assim

10 como foram separadas pelo Senhor.» E as filhas de Salfaad fizeram conforme tinha sido ordenado:

11 e Maala, e Tersa, e Hegla, e Melca, e Noa casaram-se com os filhos do seu tio paterno,

12 da família de Manassés, que foi filho de José; e a posse que lhes havia sido atribuída permaneceu na tribo e na família do seu pai.

13 Estes são os mandamentos e as determinações que o Senhor ordenou por meio de Moisés aos filhos de Israel, nas planícies de Moab, junto ao Jordão, defronte de Jericó.

Deuteronômio 1

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🎧 Ouvir (Deuteronômio 1)

1 Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel do outro lado do Jordão, no deserto da planície, defronte do mar Vermelho, entre Farã e Tofel e Labã e Haserote, onde há muitíssimo ouro.

2 São onze dias de caminho desde Horeb, pelo caminho do monte Seir, até Cadesbarne.

3 No quadragésimo ano, no undécimo mês, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel tudo o que o Senhor lhe havia ordenado que lhes dissesse,

4 depois de ter ferido Seon, rei dos amorreus, que habitava em Hesebon, e Og, rei de Basã, que morava em Astarote e em Edrai,

5 do outro lado do Jordão, na terra de Moab. E Moisés começou a explicar a lei, e a dizer:

6 «O Senhor, nosso Deus, falou-nos em Horeb, dizendo: Basta-vos que tenhais permanecido neste monte;

7 voltai-vos e ide ao monte dos amorreus e a todos os outros lugares que lhe são próximos: às planícies, aos montes e às terras mais baixas, para o lado do sul, e junto ao litoral do mar, à terra dos cananeus e do Líbano, até o grande rio Eufrates.

8 Eis que — disse ele — eu vo-la entreguei: entrai e possuí a terra sobre a qual o Senhor jurou a vossos pais Abraão, Isaac e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles.»

9 E eu vos disse, naquele tempo:

10 «Não posso sozinho suportar-vos, porque o Senhor, vosso Deus, vos multiplicou, e sois hoje numerosíssimos como as estrelas do céu.

11 (O Senhor, Deus de vossos pais, acrescente a este número muitos milhares, e vos abençoe como prometeu.)

12 Não consigo sozinho suportar os vossos assuntos, e o peso e as contendas.

13 Dai dentre vós homens sábios e entendidos, e cujo proceder seja aprovado nas vossas tribos, para que eu os ponha como vossos chefes.»

14 Então me respondestes: «Boa é a coisa que queres fazer.»

15 E tomei das vossas tribos homens sábios e nobres, e constituí-os chefes, tribunos e centuriões, e comandantes de cinquenta e chefes de dez, que vos ensinassem cada coisa.

16 E ordenei-lhes, dizendo: «Ouvi a essas pessoas, e julgai o que é justo: seja ele cidadão, seja estrangeiro.

17 Não haverá distinção de pessoas: ouvireis tanto o pequeno como o grande, e não fareis acepção da pessoa de ninguém, porque o juízo é de Deus. E se algo vos parecer difícil, trazei-o a mim, e eu o ouvirei.»

18 E ordenei-vos tudo o que devíeis fazer.

19 Partindo, porém, de Horeb, atravessamos aquele deserto terrível e enorme, que vistes, pelo caminho do monte dos amorreus, como o Senhor, nosso Deus, nos havia ordenado. E quando chegamos a Cadesbarne,

20 disse-vos: «Chegastes ao monte do amorreu, que o Senhor, nosso Deus, nos há de dar.

21 Vê a terra que o Senhor, teu Deus, te dá: sobe e possui-a, como o Senhor, nosso Deus, falou a teus pais. Não temas, nem de nada te assustes.»

22 E todos vós vos aproximastes de mim e dissestes: «Enviemos homens que examinem a terra e nos relatem por qual caminho devemos subir, e a quais cidades devemos ir.»

23 E como o parecer me agradou, enviei dentre vós doze homens, um de cada tribo.

24 Eles, tendo partido e subido aos montes, chegaram até o vale do Cacho; e, examinada a terra,

25 tomando dos seus frutos, para mostrar a fertilidade, trouxeram-nos a nós, e disseram: «Boa é a terra que o Senhor, nosso Deus, nos há de dar.»

26 E vós não quisestes subir, mas, incrédulos quanto à palavra do Senhor, nosso Deus,

27 murmurastes nas vossas tendas e dissestes: «O Senhor nos odeia, e por isso nos tirou da terra do Egito, para entregar-nos na mão do amorreu e exterminar-nos.

28 Para onde subiremos? Os mensageiros aterrorizaram o nosso coração, dizendo: É enorme a multidão, e de estatura mais alta que nós; as cidades são grandes e fortificadas até o céu; lá vimos os filhos de Enac.»

29 E eu vos disse: «Não tenhais medo, nem os temais.

30 O Senhor Deus, que é o vosso guia, ele mesmo combaterá por vós, como fez no Egito, à vista de todos.

31 E no deserto (tu mesmo viste) o Senhor, teu Deus, te carregou, como costuma o homem levar o seu filho pequeno, por todo o caminho por onde andastes, até chegardes a este lugar.

32 E nem assim crestes no Senhor, vosso Deus,

33 que vos precedeu no caminho e demarcou o lugar onde devíeis armar as tendas, mostrando-vos de noite o caminho pelo fogo, e de dia pela coluna de nuvem.

34 E quando o Senhor ouviu a voz das vossas palavras, irado, jurou e disse:

35 «Nenhum dos homens desta péssima geração verá a boa terra que, sob juramento, prometi a vossos pais,

36 exceto Caleb, filho de Jefone: pois ele a verá, e a ele darei a terra que pisou, e a seus filhos, porque seguiu o Senhor.»

37 E não é de admirar a indignação contra o povo, pois também a mim, irado por vossa causa, o Senhor disse: «Nem tu entrarás ali;

38 mas Josué, filho de Nun, teu servo, ele mesmo entrará em teu lugar. A este exorta e fortalece, pois ele dividirá por sorte a terra a Israel.»

39 Os vossos pequeninos, de quem dissestes que seriam levados cativos, e os vossos filhos que hoje não conhecem a diferença entre o bem e o mal, eles entrarão; e a eles darei a terra, e a possuirão.

40 Vós, porém, voltai-vos e ide para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho.»

41 E vós me respondestes: «Pecamos contra o Senhor: subiremos e combateremos, como o Senhor, nosso Deus, ordenou.» E quando, equipados com armas, partíeis para o monte,

42 o Senhor me disse: «Dize-lhes: Não subais, nem combatais, pois não estou convosco; para que não caiais diante dos vossos inimigos.»

43 Eu falei, e não escutastes; mas, opondo-vos ao mando do Senhor e inchados de soberba, subistes ao monte.

44 Por isso, o amorreu, que habitava nos montes, saindo e vindo ao vosso encontro, perseguiu-vos como costumam as abelhas perseguir, e abateu-vos desde Seir até Horma.

45 E quando, voltando, chorastes diante do Senhor, ele não vos ouviu, nem quis dar atenção à vossa voz.

46 Permanecestes, portanto, em Cadesbarne por muito tempo.

🎧 Ouvir (Salmos 25)

1 Para o fim. Salmo de Davi. Julga-me, Senhor, porque eu caminhei na minha inocência; e, esperando no Senhor, não vacilarei.

2 Examina-me, Senhor, e prova-me; queima os meus rins e o meu coração.

3 Porque a tua misericórdia está diante dos meus olhos, e me comprazo na tua verdade.

4 Não me sentei com o conselho da vaidade, e não entrarei com os que praticam a iniquidade.

5 Odiei a assembleia dos malignos, e com os ímpios não me sentarei.

6 Lavarei as minhas mãos entre os inocentes, e rodearei o teu altar, Senhor,

7 para ouvir a voz do louvor, e narrar todas as tuas maravilhas.

8 Senhor, amei a beleza da tua casa, e o lugar da habitação da tua glória.

9 Não percas, ó Deus, a minha alma com os ímpios, nem a minha vida com os homens de sangue,

10 em cujas mãos há iniquidades; a sua direita está cheia de subornos.

11 Eu, porém, caminhei na minha inocência; resgata-me, e tem misericórdia de mim.

12 O meu pé permaneceu no caminho reto; nas assembleias te bendirei, Senhor.

🎧 Ouvir (Marcos 15)

1 E logo de manhã, os sumos sacerdotes, reunidos em conselho com os anciãos, os escribas e todo o sinédrio, amarraram Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos.

2 E Pilatos perguntou-lhe: «Tu és o rei dos judeus?» E ele, respondendo, disse-lhe: «Tu o dizes.»

3 E os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.

4 Pilatos, porém, interrogou-o de novo, dizendo: «Nada respondes? Vê de quantas coisas te acusam.»

5 Jesus, porém, nada mais respondeu, de modo que Pilatos se admirava.

6 Ora, no dia de festa costumava soltar-lhes um dos presos, qualquer que pedissem.

7 Havia um, chamado Barrabás, que estava preso com os revoltosos, o qual na revolta cometera um homicídio.

8 E, tendo subido a multidão, começou a pedir que fizesse como sempre lhes fazia.

9 Pilatos, porém, respondeu-lhes e disse: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?»

10 Pois sabia que os sumos sacerdotes o tinham entregado por inveja.

11 Mas os pontífices incitaram a multidão a que antes lhes soltasse Barrabás.

12 Pilatos, porém, respondendo de novo, disse-lhes: «Que quereis, então, que faça ao rei dos judeus?»

13 E eles de novo gritaram: «Crucifica-o!»

14 Pilatos, porém, dizia-lhes: «Mas que mal fez ele?» Eles, porém, gritavam ainda mais: «Crucifica-o!»

15 Então Pilatos, querendo satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e, depois de açoitado, entregou Jesus para que fosse crucificado.

16 Os soldados, porém, levaram-no para dentro do átrio do pretório e convocam toda a coorte;

17 e vestem-no de púrpura e, entrançando uma coroa de espinhos, põem-na sobre ele.

18 E começaram a saudá-lo: «Salve, rei dos judeus!»

19 E batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam nele e, dobrando os joelhos, adoravam-no.

20 E, depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e vestiram-lhe as suas próprias roupas; e levam-no para fora a fim de o crucificarem.

21 E obrigaram um que passava, Simão de Cirene, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz dele.

22 E conduzem-no ao lugar do Gólgota, que, traduzido, é «lugar do Calvário».

23 E davam-lhe a beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou.

24 E, crucificando-o, repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, para ver o que cada um levaria.

25 Era a hora terceira, e crucificaram-no.

26 E estava inscrita a causa da sua condenação: «O rei dos judeus».

27 E com ele crucificam dois ladrões: um à sua direita e outro à sua esquerda.

28 E cumpriu-se a Escritura que diz: «E foi contado entre os iníquos.»

29 E os que passavam blasfemavam contra ele, meneando a cabeça e dizendo: «Ah! Tu que destróis o templo de Deus e em três dias o reedificas,

30 salva-te a ti mesmo, descendo da cruz.»

31 Do mesmo modo também os sumos sacerdotes, escarnecendo, diziam uns aos outros, com os escribas: «Salvou a outros; a si mesmo não se pode salvar.»

32 «Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos.» E os que com ele estavam crucificados ultrajavam-no.

33 E, chegada a hora sexta, fizeram-se trevas por toda a terra até à hora nona.

34 E à hora nona Jesus clamou em alta voz, dizendo: «Eloí, Eloí, lamá sabactâni?», que, traduzido, é: «Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?»

35 E alguns dos que estavam ao redor, ao ouvirem, diziam: «Eis que chama por Elias.»

36 E um, correndo e enchendo uma esponja de vinagre, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: «Deixai, vejamos se vem Elias para o tirar.»

37 Jesus, porém, dando um grande brado, expirou.

38 E o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo.

39 O centurião, porém, que estava em frente, vendo que assim, clamando, expirara, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.»

40 Havia também mulheres que olhavam de longe; entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé,

41 as quais, quando ele estava na Galileia, o seguiam e o serviam; e muitas outras, que com ele tinham subido a Jerusalém.

42 E, sendo já tarde (porque era a Parasceve, isto é, a véspera do sábado),

43 veio José de Arimateia, nobre membro do conselho, que ele mesmo também esperava o reino de Deus, e entrou ousadamente até Pilatos e pediu o corpo de Jesus.

44 Pilatos, porém, admirava-se de que já tivesse morrido. E, chamado o centurião, perguntou-lhe se já estava morto.

45 E, tendo-o sabido do centurião, entregou o corpo a José.

46 José, então, tendo comprado um lençol e descendo-o, envolveu-o no lençol e depositou-o num sepulcro que estava escavado na rocha, e rolou uma pedra para a entrada do sepulcro.

47 E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde ele era posto.

📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.