📖 Bíblia em 1 Ano
Números 10
comparar versões →1 O Senhor falou a Moisés, dizendo:
2 Faze para ti duas trombetas de prata batida, com as quais possas convocar a multidão quando o acampamento tiver de se mover.
3 Quando tocares as trombetas, toda a assembleia se reunirá a ti à entrada do tabernáculo da aliança.
4 Se tocares uma só vez, virão a ti os príncipes e os chefes da multidão de Israel.
5 Mas, se o toque soar prolongado e entrecortado, levantarão acampamento primeiro os que estão para o lado oriental.
6 Ao segundo toque, com igual clamor de trombeta, levantarão as tendas os que habitam ao sul; e segundo este modo farão os demais, soando as trombetas para a partida.
7 Quando, porém, se houver de reunir o povo, o toque das trombetas será simples, e não soarão de modo entrecortado.
8 Os filhos de Aarão, os sacerdotes, tocarão as trombetas; e isto será lei perpétua entre vossas gerações.
9 Se sairdes para a guerra de vossa terra contra os inimigos que lutam contra vós, tocareis as trombetas soando, e haverá lembrança de vós diante do Senhor vosso Deus, para que sejais livrados das mãos de vossos inimigos.
10 Sempre que tiverdes um banquete, e nos dias festivos, e nas calendas, tocareis as trombetas sobre os holocaustos e as vítimas pacíficas, para que sejam para vós lembrança de vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.
11 No segundo ano, no segundo mês, no vigésimo dia do mês, a nuvem se elevou de sobre o tabernáculo da aliança;
12 e os filhos de Israel partiram, segundo as suas turmas, do deserto do Sinai, e a nuvem repousou na solidão de Farã.
13 E moveram acampamento os primeiros, segundo a ordem do Senhor pela mão de Moisés.
14 Os filhos de Judá, segundo as suas turmas, cujo príncipe era Nasson, filho de Aminadab.
15 Na tribo dos filhos de Issacar, era príncipe Natanael, filho de Suar.
16 Na tribo de Zabulon, era príncipe Eliab, filho de Helon.
17 E o tabernáculo foi desmontado, e, carregando-o, saíram os filhos de Gérson e de Merari.
18 Partiram também os filhos de Rúben, segundo as suas turmas e a sua ordem, cujo príncipe era Helisur, filho de Sedeur.
19 Na tribo dos filhos de Simeão, era príncipe Salamiel, filho de Surisadai.
20 Por sua vez, na tribo de Gad, era príncipe Eliasaf, filho de Duel.
21 Partiram também os caatitas, carregando o santuário. Por tanto tempo se carregava o tabernáculo, até que chegassem ao lugar da ereção.
22 Moveram acampamento também os filhos de Efraim, segundo as suas turmas, em cujo exército o príncipe era Elisama, filho de Amiud.
23 Na tribo dos filhos de Manassés, era príncipe Gamaliel, filho de Fadassur.
24 E na tribo de Benjamim, era chefe Abidan, filho de Gedeão.
25 Os últimos de todos os acampamentos, partiram os filhos de Dan, segundo as suas turmas, em cujo exército foi príncipe Aiezer, filho de Amisadai.
26 Na tribo dos filhos de Aser, era príncipe Fegiel, filho de Ocran.
27 E na tribo dos filhos de Neftali, era príncipe Aira, filho de Enan.
28 Estes são os acampamentos e as partidas dos filhos de Israel, segundo as suas turmas, quando se punham a caminho.
29 E disse Moisés a Hobab, filho de Raguel, o madianita, seu parente: «Partimos para o lugar que o Senhor nos há de dar; vem conosco, para que te façamos o bem, pois o Senhor prometeu bens a Israel.»
30 Ao que ele respondeu: «Não irei contigo, mas voltarei à minha terra, na qual nasci.»
31 E ele disse: «Não nos abandones, pois tu sabes em que lugares devemos acampar pelo deserto, e serás o nosso guia.
32 E, quando vieres conosco, do melhor que houver das riquezas que o Senhor nos há de entregar, daremos a ti.»
33 Partiram, pois, do monte do Senhor, caminho de três dias, e a arca da aliança do Senhor os precedia, providenciando por três dias o lugar do acampamento.
34 Também a nuvem do Senhor estava sobre eles de dia, enquanto marchavam.
35 E, quando se levantava a arca, dizia Moisés: «Levanta-te, Senhor, e sejam dispersos os teus inimigos, e fujam de tua face os que te odeiam.»
36 E, quando era pousada, dizia: «Volta, Senhor, à multidão do exército de Israel.»
Números 11
comparar versões →1 Entrementes, levantou-se um murmúrio do povo contra o Senhor, como de quem se queixa por causa do cansaço. Quando o Senhor o ouviu, indignou-se. E, acendendo-se contra eles o fogo do Senhor, devorou a extrema parte do acampamento.
2 E, tendo o povo clamado a Moisés, Moisés orou ao Senhor, e o fogo se extinguiu.
3 E chamou o nome daquele lugar Incêndio, porque se acendera contra eles o fogo do Senhor.
4 Pois a multidão mista que subira com eles ardeu de desejo e, sentando-se e chorando, juntos a ela igualmente os filhos de Israel, disseram: «Quem nos dará carnes para comer?
5 Lembramo-nos dos peixes que comíamos no Egito de graça; vêm-nos à mente os pepinos, e os melões, e os alhos-porós, e as cebolas, e os alhos.
6 Nossa alma está árida; nada mais veem os nossos olhos senão o maná.»
7 Ora, o maná era como semente de coentro, da cor do bdélio.
8 E o povo andava ao redor e, recolhendo-o, moía-o na mó, ou triturava-o no almofariz, cozendo-o na panela e fazendo dele bolos com sabor de pão amassado com azeite.
9 E, quando de noite descia o orvalho sobre o acampamento, descia igualmente também o maná.
10 Ouviu, pois, Moisés o povo chorando por famílias, cada um à porta de sua tenda. E o furor do Senhor se inflamou em extremo; mas também a Moisés a coisa pareceu insuportável,
11 e disse ao Senhor: «Por que afligiste o teu servo? Por que não acho graça diante de ti? E por que puseste sobre mim o peso de todo este povo?
12 Acaso fui eu que concebi toda esta multidão, ou eu a gerei, para que me digas: Leva-os no teu seio, como a ama costuma levar a criancinha, e leva-os à terra que juraste a seus pais?
13 De onde terei carnes para dar a tão grande multidão? Choram contra mim, dizendo: Dá-nos carnes para comer.
14 Não posso sozinho sustentar todo este povo, porque é pesado demais para mim.
15 Mas, se de outro modo te parece, suplico-te que me mates, e que eu ache graça aos teus olhos, para que não seja afligido com tão grandes males.»
16 E disse o Senhor a Moisés: «Reúne para mim setenta homens dentre os anciãos de Israel, que tu sabes serem anciãos do povo e mestres; e os conduzirás à porta do tabernáculo da aliança, e ali os farás estar contigo,
17 para que eu desça e fale contigo; e tirarei do teu espírito e o darei a eles, para que sustentem contigo o fardo do povo, e não sejas tu sozinho sobrecarregado.
18 Também ao povo dirás: Santificai-vos (amanhã comereis carnes; pois eu vos ouvi dizer: Quem nos dará alimentos de carne? Bem estávamos no Egito), para que o Senhor vos dê carnes, e comais:
19 não um só dia, nem dois, ou cinco ou dez, nem mesmo vinte,
20 mas até um mês de dias, até que vos saia pelas narinas e se vos torne em náusea, porque rejeitastes o Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?»
21 E disse Moisés: «Seiscentos mil homens de pé são deste povo, e tu dizes: Dar-lhes-ei carne para comer por um mês inteiro?
22 Acaso será morta uma multidão de ovelhas e bois, para que possa bastar para alimento? Ou todos os peixes do mar se reunirão num só lugar, para os fartar?»
23 Ao que respondeu o Senhor: «Acaso a mão do Senhor é impotente? Já agora verás se a minha palavra se cumpre em obra.»
24 Veio, pois, Moisés e narrou ao povo as palavras do Senhor, reunindo setenta homens dentre os anciãos de Israel, os quais fez estar ao redor do tabernáculo.
25 E desceu o Senhor numa nuvem e falou a ele, tirando do espírito que estava em Moisés e dando-o aos setenta homens. E, quando o espírito repousou neles, profetizaram, e não cessaram mais.
26 Ora, haviam ficado no acampamento dois homens, dos quais um se chamava Eldad, e o outro Medad, sobre os quais repousou o espírito. Pois também eles haviam sido inscritos, e não tinham saído ao tabernáculo.
27 E, quando profetizavam no acampamento, correu um jovem e anunciou a Moisés, dizendo: «Eldad e Medad profetizam no acampamento.»
28 Logo Josué, filho de Nun, ministro de Moisés e escolhido dentre muitos, disse: «Meu senhor Moisés, proíbe-os.»
29 Mas ele disse: «Por que tens ciúme por mim? Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhes desse o seu espírito!»
30 E voltou Moisés, com os anciãos de Israel, para o acampamento.
31 Ora, um vento, saindo do Senhor, arrebatando codornizes de além-mar, trouxe-as e fê-las descer sobre o acampamento, quanto se pode percorrer numa jornada de um dia, de toda parte ao redor do acampamento, e voavam no ar à altura de dois côvados sobre a terra.
32 Levantando-se, pois, o povo todo aquele dia, e a noite, e o dia seguinte, ajuntou codornizes: quem menos, dez coros; e secaram-nas em torno do acampamento.
33 Ainda as carnes estavam entre os seus dentes, nem faltara aquela espécie de alimento, e eis que o furor do Senhor, excitado contra o povo, o feriu com praga grande em demasia.
34 E foi chamado aquele lugar Sepulcros da Concupiscência, porque ali sepultaram o povo que havia cobiçado. E, saindo dos Sepulcros da Concupiscência, vieram a Haserot, e ali permaneceram.
Números 12
comparar versões →1 Maria e Aarão falaram contra Moisés por causa de sua esposa etíope,
2 e disseram: «Acaso o Senhor falou somente por Moisés? Não falou também a nós da mesma maneira?» Quando o Senhor ouviu isso
3 (pois Moisés era um homem mansíssimo, acima de todos os homens que habitavam na terra),
4 imediatamente falou a ele, e a Aarão e Maria: «Saí somente vós três para o tabernáculo da aliança.» E, tendo eles saído,
5 o Senhor desceu numa coluna de nuvem, e parou à entrada do tabernáculo, chamando Aarão e Maria. E quando eles vieram,
6 disse-lhes: «Ouvi as minhas palavras: se houver entre vós um profeta do Senhor, aparecer-lhe-ei em visão, ou falarei a ele por meio de sonho.
7 Mas não assim o meu servo Moisés, que é fidelíssimo em toda a minha casa:
8 pois falo com ele boca a boca; e ele vê o Senhor claramente, e não por meio de enigmas e figuras. Por que, então, não temestes falar mal do meu servo Moisés?»
9 E, irado contra eles, retirou-se;
10 também a nuvem que estava sobre o tabernáculo se retirou; e eis que Maria apareceu branca de lepra como a neve. E quando Aarão a olhou, e a viu coberta de lepra,
11 disse a Moisés: «Suplico-te, senhor meu, não lances sobre nós este pecado que tolamente cometemos,
12 para que ela não fique como morta, e como um aborto que é lançado fora do ventre de sua mãe: eis que já a metade de sua carne foi devorada pela lepra.»
13 E Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Ó Deus, suplico-te, cura-a.»
14 O Senhor respondeu-lhe: «Se o pai dela tivesse cuspido no seu rosto, não deveria ela ao menos cobrir-se de vergonha por sete dias? Que seja separada por sete dias fora do acampamento, e depois será chamada de volta.»
15 Maria, pois, foi excluída do acampamento por sete dias; e o povo não se moveu daquele lugar, até que Maria foi chamada de volta.
Marcos 8
comparar versões →1 Naqueles dias, havendo de novo uma grande multidão, e não tendo o que comer, chamou os seus discípulos e disse-lhes:
2 «Tenho compaixão desta multidão, porque eis que há três dias permanecem comigo e não têm o que comer;
3 e, se eu os despedir para casa em jejum, desfalecerão pelo caminho; pois alguns deles vieram de longe.»
4 E os seus discípulos responderam-lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão aqui no deserto?»
5 E perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles disseram: «Sete.»
6 Então mandou a multidão sentar-se no chão. E, tomando os sete pães e dando graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram à multidão.
7 Tinham também alguns peixinhos; e, abençoando-os, mandou que igualmente os distribuíssem.
8 E comeram e ficaram saciados; e recolheram dos pedaços que sobraram sete cestos.
9 Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil; e ele os despediu.
10 E logo, subindo a um barco com os seus discípulos, foi para as regiões de Dalmanuta.
11 E saíram os fariseus e começaram a discutir com ele, pedindo-lhe um sinal do céu, para o tentarem.
12 E, gemendo profundamente no espírito, disse: «Por que esta geração pede um sinal? Em verdade vos digo: não se dará sinal a esta geração.»
13 E, deixando-os, subiu de novo ao barco e partiu para a outra margem.
14 E esqueceram-se de levar pães; e não tinham consigo no barco senão um único pão.
15 E ele os advertia, dizendo: «Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.»
16 E discorriam entre si, dizendo: «É porque não temos pães.»
17 Sabendo-o, Jesus disse-lhes: «Por que discorreis que não tendes pães? Ainda não percebeis nem entendeis? Tendes ainda cego o vosso coração?
18 Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Nem vos lembrais,
19 quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes?» Dizem-lhe: «Doze.»
20 «E quando os sete pães entre os quatro mil, quantos cestos de pedaços recolhestes?» E dizem-lhe: «Sete.»
21 E dizia-lhes: «Como é que ainda não entendeis?»
22 E chegam a Betsaida, e trazem-lhe um cego, e rogavam-lhe que o tocasse.
23 E, tomando o cego pela mão, conduziu-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.
24 E, olhando, disse: «Vejo os homens como árvores que andam.»
25 Depois, impôs-lhe de novo as mãos sobre os olhos; e ele começou a ver, e ficou restabelecido, de modo que via claramente todas as coisas.
26 E mandou-o para casa, dizendo: «Vai para tua casa; e, se entrares na aldeia, não o digas a ninguém.»
27 E saiu Jesus com os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntava aos seus discípulos, dizendo-lhes: «Quem dizem os homens que eu sou?»
28 Eles responderam-lhe, dizendo: «João Batista; outros, Elias; e outros, como um dos profetas.»
29 Então diz-lhes: «E vós, quem dizeis que eu sou?» Respondendo, Pedro disse-lhe: «Tu és o Cristo.»
30 E advertiu-os severamente para que a ninguém falassem dele.
31 E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, e fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, e depois de três dias ressuscitasse.
32 E falava abertamente esta palavra. E Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.
33 Ele, porém, voltando-se e vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai para trás de mim, Satanás, porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens.»
34 E, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quer seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
35 Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á.
36 De que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro e sofrer a perda da sua alma?
37 Ou que dará o homem em troca pela sua alma?
38 Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
39 E dizia-lhes: «Em verdade vos digo que há alguns dos que aqui estão que não experimentarão a morte até que vejam o reino de Deus vir em poder.»
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.