📖 Bíblia em 1 Ano
Levítico 14
comparar versões →1 O Senhor falou a Moisés, dizendo:
2 Este é o rito do leproso, quando deve ser purificado. Será conduzido ao sacerdote;
3 este, saindo do acampamento, quando verificar que a lepra está purificada,
4 mandará àquele que se purifica que ofereça por si dois pássaros vivos, daqueles que é lícito comer, e madeira de cedro, e carmesim, e hissopo.
5 E mandará que um dos pássaros seja imolado num vaso de barro sobre águas vivas;
6 o outro, porém, ainda vivo, juntamente com a madeira de cedro, o carmesim e o hissopo, mergulhará no sangue do pássaro imolado,
7 com o qual aspergirá sete vezes aquele que deve ser purificado, para que seja legitimamente purificado; e soltará o pássaro vivo, para que voe ao campo.
8 E, quando o homem tiver lavado as suas vestes, rapará todos os pelos do corpo e se lavará com água; e, purificado, entrará no acampamento, contanto que permaneça fora da sua tenda durante sete dias.
9 e, no sétimo dia, rapará os cabelos da cabeça, a barba, as sobrancelhas e os pelos de todo o corpo. E, lavadas de novo as vestes e o corpo,
10 no oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma ovelha de um ano sem mancha, e três décimos de flor de farinha amassada com azeite para o sacrifício, e à parte uma medida de azeite.
11 E quando o sacerdote que purifica o homem o tiver apresentado, a ele e a todas estas coisas, diante do Senhor, à entrada do tabernáculo do testemunho,
12 tomará um cordeiro e o oferecerá pelo delito, e a medida de azeite; e, oferecidas todas estas coisas diante do Senhor,
13 imolará o cordeiro onde se costuma imolar a vítima pelo pecado e o holocausto, isto é, no lugar santo. Pois, assim como a vítima pelo pecado, também a vítima pelo delito pertence ao sacerdote: é coisa santíssima.
14 E o sacerdote, tomando do sangue da vítima que foi imolada pelo delito, o porá sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e sobre o polegar da mão direita e do pé;
15 e da medida de azeite deitará na sua própria mão esquerda,
16 e nele molhará o dedo direito, e aspergirá diante do Senhor sete vezes.
17 E o resto do azeite que está na mão esquerda derramará sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e sobre o polegar da mão e do pé direito, e sobre o sangue que foi derramado pelo delito,
18 e sobre a sua cabeça.
19 E rogará por ele diante do Senhor, e fará o sacrifício pelo pecado; então imolará o holocausto,
20 e o porá sobre o altar com as suas libações, e o homem será legitimamente purificado.
21 Mas, se for pobre e a sua mão não puder encontrar o que foi dito, tomará um cordeiro como oblação pelo delito, para que o sacerdote rogue por ele, e a décima parte de flor de farinha amassada com azeite para o sacrifício, e a medida de azeite,
22 e duas rolas ou dois pombinhos, dos quais um seja pelo pecado e o outro em holocausto;
23 e os oferecerá ao sacerdote no oitavo dia da sua purificação, à entrada do tabernáculo do testemunho, diante do Senhor.
24 Este, recebendo o cordeiro pelo delito e a medida de azeite, os erguerá juntos;
25 e, imolado o cordeiro, do seu sangue porá sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e sobre o polegar da sua mão e do pé direito;
26 e do azeite deitará uma parte na sua própria mão esquerda,
27 no qual, molhando o dedo da mão direita, aspergirá sete vezes diante do Senhor;
28 e tocará a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e os polegares da mão e do pé direito, no lugar do sangue que foi derramado pelo delito;
29 e a parte restante do azeite, que está na mão esquerda, deitará sobre a cabeça do purificado, para aplacar por ele o Senhor;
30 e oferecerá a rola ou o pombinho,
31 um pelo delito e o outro em holocausto, com as suas libações.
32 Este é o sacrifício do leproso que não pode ter todas as coisas para a sua purificação.
33 O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:
34 Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que eu vos darei em posse, se houver praga de lepra nas casas,
35 irá aquele de quem é a casa, anunciando ao sacerdote, e dirá: «Parece-me que há como que praga de lepra na minha casa.»
36 Então ele mandará que tirem tudo da casa, antes que entre nela e veja se está leprosa, para que não se torne imundo tudo o que há na casa. E depois entrará para examinar a lepra da casa;
37 e, quando vir nas paredes dela como que covinhas deformadas de palidez ou vermelhidão, e mais fundas que a superfície restante,
38 sairá pela porta da casa e logo a fechará durante sete dias.
39 E, voltando no sétimo dia, examiná-la-á: se achar que a lepra cresceu,
40 mandará arrancar as pedras em que está a lepra, e lançá-las fora da cidade, em lugar imundo;
41 e a própria casa, raspá-la por dentro em redor, e espalhar o pó da raspagem fora da cidade, em lugar imundo,
42 e repor outras pedras em lugar das que foram tiradas, e revestir a casa com outra argamassa.
43 Mas se, depois que as pedras forem arrancadas, e o pó raspado, e revestida com outra terra,
44 o sacerdote, entrando, vir que a lepra voltou e que as paredes estão salpicadas de manchas, é lepra persistente, e a casa é imunda;
45 a qual logo destruirão, e as suas pedras, e as madeiras, e todo o pó lançarão fora da cidade, em lugar imundo.
46 Quem entrar na casa enquanto estiver fechada será imundo até à tarde;
47 e quem nela dormir e comer alguma coisa, lavará as suas vestes.
48 Mas se o sacerdote, entrando, vir que a lepra não cresceu na casa depois que foi revestida de novo, purificá-la-á, restituída a sanidade;
49 e, para a purificação dela, tomará dois pássaros, e madeira de cedro, e carmesim, e hissopo;
50 e, imolado um pássaro num vaso de barro sobre águas vivas,
51 tomará a madeira de cedro, e o hissopo, e o carmesim, e o pássaro vivo, e mergulhará tudo no sangue do pássaro imolado e nas águas vivas, e aspergirá a casa sete vezes,
52 e a purificará tanto com o sangue do pássaro como com as águas vivas, e com o pássaro vivo, e com a madeira de cedro, e o hissopo, e o carmesim.
53 E, quando tiver soltado o pássaro para que voe livremente ao campo, orará pela casa, e ela será legitimamente purificada.
54 Esta é a lei de toda a lepra e ferida,
55 da lepra das vestes e das casas,
56 da cicatriz e das pústulas que rebentam, da mancha brilhante e das suas várias formas, com as cores alteradas,
57 para que se possa saber em que tempo algo é limpo ou imundo.
Levítico 15
comparar versões →1 O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:
2 Falai aos filhos de Israel e dizei-lhes: «O homem que sofre de um fluxo seminal será impuro.
3 E será julgado sujeito a este mal sempre que a cada instante esse humor impuro se prender à sua carne e ali se acumular.
4 Todo o leito em que dormir será impuro, e tudo aquilo sobre que se sentar.
5 Se alguém tocar no seu leito, lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
6 Se alguém se sentar onde ele se tinha sentado, também lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
7 Quem tocar na sua carne lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
8 Se um homem assim cuspir saliva sobre aquele que está puro, este lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
9 A sela sobre que se sentar será impura;
10 e tudo o que estiver debaixo daquele que sofre do fluxo seminal ficará contaminado até à tarde. Quem transportar alguma destas coisas lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
11 Todo aquele que for tocado por quem está assim, sem que este tenha antes lavado as mãos, lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
12 O vaso de barro que ele tocar será quebrado; mas o vaso de madeira será lavado com água.
13 Se aquele que sofre desta enfermidade ficar curado, contará sete dias depois da sua purificação e, lavadas as vestes e todo o corpo em águas correntes, ficará puro.
14 No oitavo dia, tomará duas rolas ou dois pombinhos, virá à presença do Senhor, à porta do tabernáculo do testemunho, e os entregará ao sacerdote;
15 este oferecerá um pelo pecado e o outro em holocausto; e rogará por ele diante do Senhor, para que seja purificado do seu fluxo seminal.
16 O homem de quem sair o sémen da relação lavará com água todo o seu corpo, e será impuro até à tarde.
17 A veste e o couro que tiver usado lavará com água, e ficarão impuros até à tarde.
18 A mulher com quem tiver tido relação lavar-se-á com água, e será impura até à tarde.
19 A mulher que, com o retorno do mês, sofre o fluxo de sangue, ficará separada sete dias.
20 Todo aquele que a tocar será impuro até à tarde;
21 e aquilo sobre que dormir ou se sentar, nos dias da sua separação, ficará contaminado.
22 Quem tocar no seu leito lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
23 Qualquer que tocar em algum recipiente sobre que ela se tenha sentado lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, ficará contaminado até à tarde.
24 Se um homem se unir a ela no tempo do sangue menstrual, será impuro durante sete dias; e todo o leito em que dormir ficará contaminado.
25 A mulher que durante muitos dias sofre o fluxo de sangue fora do tempo menstrual, ou aquela em quem, depois da menstruação, o sangue não cessa de correr, enquanto estiver sujeita a este padecimento, será impura como se estivesse no tempo da menstruação.
26 Todo o leito em que dormir e todo o objeto sobre que se sentar ficará contaminado.
27 Quem os tocar lavará as suas vestes e, depois de se ter lavado com água, será impuro até à tarde.
28 Se o sangue parar e cessar de correr, contará sete dias da sua purificação;
29 e no oitavo dia oferecerá por si ao sacerdote duas rolas ou dois pombinhos, à porta do tabernáculo do testemunho;
30 este oferecerá um pelo pecado e o outro em holocausto, e rogará por ela diante do Senhor, e pelo fluxo da sua impureza.
31 Ensinareis, pois, aos filhos de Israel a guardarem-se da impureza, para que não morram na sua imundície, ao contaminarem o meu tabernáculo que está no meio deles.
32 Esta é a lei daquele que sofre do fluxo seminal e daquele que se contamina pela relação,
33 e da que se separa nos tempos menstruais, ou da que tem fluxo contínuo de sangue, e do homem que dormir com ela.
Levítico 16
comparar versões →1 E o Senhor falou a Moisés depois da morte dos dois filhos de Aarão, quando foram mortos por terem oferecido fogo estranho;
2 e ordenou-lhe, dizendo: «Fala a Aarão, teu irmão, que não entre a qualquer hora no santuário, que está dentro do véu diante do propiciatório com que se cobre a arca, para que não morra (pois aparecerei numa nuvem sobre o oráculo);
3 a não ser que antes faça isto: oferecerá um novilho pelo pecado e um carneiro em holocausto.
4 Vestirá uma túnica de linho, cobrirá sua nudez com calções de linho, cingir-se-á com um cinto de linho e porá na cabeça uma tiara de linho; pois estas são vestes santas, das quais se revestirá depois de ter-se lavado.
5 E receberá de toda a multidão dos filhos de Israel dois bodes pelo pecado e um carneiro em holocausto.
6 E quando tiver oferecido o novilho e orado por si e por sua casa,
7 fará que os dois bodes fiquem de pé diante do Senhor, à entrada do tabernáculo do testemunho;
8 e, lançando sortes sobre ambos, uma para o Senhor, outra para o bode emissário,
9 aquele sobre o qual cair a sorte para o Senhor, oferecê-lo-á pelo pecado;
10 mas aquele cuja sorte for para o bode emissário, apresentá-lo-á vivo diante do Senhor, para derramar preces sobre ele e enviá-lo à solidão.
11 Celebradas devidamente estas coisas, oferecerá o novilho e, rogando por si e por sua casa, o imolará;
12 e, tomando o turíbulo que tiver enchido das brasas do altar e recolhendo com a mão o incenso composto para queimar, entrará além do véu, no lugar santo,
13 para que, postos os aromas sobre o fogo, a sua névoa e o seu vapor cubram o oráculo que está sobre o testemunho, e ele não morra.
14 Tomará também do sangue do novilho e aspergirá com o dedo sete vezes em direção ao propiciatório, para o oriente.
15 E quando tiver imolado o bode pelo pecado do povo, levará o seu sangue para dentro do véu, como foi ordenado a respeito do sangue do novilho, para aspergir diante do oráculo,
16 e purifique o santuário das imundícies dos filhos de Israel, e das suas prevaricações e de todos os seus pecados. Segundo este rito fará ao tabernáculo do testemunho, que está fixado entre eles, no meio das imundícies da sua habitação.
17 Ninguém esteja no tabernáculo quando o pontífice entrar no santuário, para rogar por si, por sua casa e por toda a assembleia de Israel, até que saia.
18 Mas, quando sair ao altar que está diante do Senhor, ore por si e, tomando o sangue do novilho e do bode, derrame-o sobre os seus chifres ao redor;
19 e, aspergindo com o dedo sete vezes, purifique-o e santifique-o das imundícies dos filhos de Israel.
20 Depois de ter purificado o santuário, o tabernáculo e o altar, então ofereça o bode vivo;
21 e, postas ambas as mãos sobre a sua cabeça, confesse todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todos os seus delitos e pecados; imprecando-os sobre a cabeça dele, enviá-lo-á ao deserto por meio de um homem preparado.
22 E quando o bode tiver levado todas as iniquidades deles a uma terra solitária e tiver sido solto no deserto,
23 Aarão voltará ao tabernáculo do testemunho e, despojando-se das vestes com que antes se revestira ao entrar no santuário, e deixando-as ali,
24 lavará a sua carne em lugar santo e revestir-se-á das suas vestes. E, depois de sair e oferecer o seu holocausto e o do povo, rogará tanto por si como pelo povo;
25 e a gordura que foi oferecida pelos pecados, queimá-la-á sobre o altar.
26 E aquele que tiver soltado o bode emissário, lavará as suas vestes e o corpo com água, e assim entrará no acampamento.
27 Quanto ao novilho e ao bode que foram imolados pelo pecado, e cujo sangue foi levado ao santuário para que se cumprisse a expiação, levá-los-ão para fora do acampamento e queimarão no fogo tanto as peles como as carnes deles, e o esterco;
28 e quem quer que os queimar, lavará as suas vestes e a carne com água, e assim entrará no acampamento.
29 E isto vos será uma lei perpétua: no sétimo mês, no décimo dia do mês, afligireis as vossas almas e não fareis trabalho algum, seja o natural, seja o forasteiro que peregrina entre vós.
30 Neste dia será a vossa expiação e a purificação de todos os vossos pecados: diante do Senhor sereis purificados.
31 Pois é um sábado de descanso, e afligireis as vossas almas por uma observância perpétua.
32 Fará a expiação o sacerdote que tiver sido ungido e cujas mãos foram consagradas para exercer o sacerdócio em lugar de seu pai; e revestir-se-á da estola de linho e das vestes santas,
33 e expiará o santuário, o tabernáculo do testemunho e o altar, e também os sacerdotes e todo o povo.
34 E isto vos será uma lei perpétua: que oreis pelos filhos de Israel e por todos os seus pecados uma vez por ano. Fez, portanto, como o Senhor ordenara a Moisés.
Salmos 17
comparar versões →1 Para o fim. De Davi, servo do Senhor, que dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico no dia em que o Senhor o livrou da mão de todos os seus inimigos e da mão de Saul; e disse:
2 Eu te amarei, Senhor, força minha.
3 O Senhor é o meu firmamento, o meu refúgio e o meu libertador. Meu Deus é meu auxílio, e nele esperarei; meu protetor, e a força da minha salvação, e meu amparo.
4 Louvando, invocarei o Senhor, e estarei salvo dos meus inimigos.
5 Cercaram-me as dores da morte, e as torrentes da iniquidade me perturbaram.
6 As dores do inferno me cercaram; os laços da morte me surpreenderam.
7 Na minha tribulação invoquei o Senhor, e a meu Deus clamei; e ele ouviu a minha voz do seu santo templo, e o meu clamor diante dele entrou nos seus ouvidos.
8 Comoveu-se e tremeu a terra; os fundamentos dos montes se abalaram e se comoveram, porque ele se irou contra eles.
9 Subiu fumaça na sua ira, e da sua face irrompeu fogo; carvões foram acesos por ele.
10 Inclinou os céus e desceu, e havia escuridão sob os seus pés.
11 E subiu sobre os querubins, e voou; voou sobre as asas dos ventos.
12 E pôs as trevas como seu esconderijo; ao seu redor, o seu tabernáculo: água tenebrosa nas nuvens do ar.
13 Diante do fulgor da sua presença passaram as nuvens: granizo e brasas de fogo.
14 E o Senhor trovejou do céu, e o Altíssimo fez ouvir a sua voz: granizo e brasas de fogo.
15 E disparou as suas flechas e os dispersou; multiplicou os relâmpagos e os perturbou.
16 E apareceram as fontes das águas, e revelaram-se os fundamentos do orbe da terra, ante a tua repreensão, Senhor, ante o sopro do espírito da tua ira.
17 Enviou do alto e me tomou; e me retirou das muitas águas.
18 Livrou-me dos meus inimigos fortíssimos e daqueles que me odiavam; porque prevaleceram sobre mim.
19 surpreenderam-me no dia da minha aflição; e o Senhor se fez o meu protetor.
20 E conduziu-me para um lugar espaçoso; salvou-me, porque me quis bem,
21 e o Senhor me retribuirá segundo a minha justiça, e segundo a pureza das minhas mãos me retribuirá;
22 porque guardei os caminhos do Senhor, e não procedi impiamente contra o meu Deus;
23 porque todos os seus juízos estão diante de mim, e não repeli de mim as suas justiças.
24 E serei imaculado com ele; e me guardarei da minha iniquidade.
25 E o Senhor me retribuirá segundo a minha justiça, e segundo a pureza das minhas mãos diante dos seus olhos.
26 Com o santo serás santo, e com o homem inocente serás inocente,
27 e com o eleito serás eleito, e com o perverso te tornarás perverso.
28 Porque tu salvarás o povo humilde, e humilharás os olhos dos soberbos.
29 Porque tu fazes brilhar a minha lâmpada, Senhor; meu Deus, ilumina as minhas trevas.
30 Porque em ti serei livrado da tentação, e no meu Deus transporei o muro.
31 Quanto ao meu Deus, o seu caminho é puro; as palavras do Senhor são provadas pelo fogo: ele é protetor de todos os que esperam nele.
32 Pois quem é Deus senão o Senhor? Ou quem é Deus senão o nosso Deus?
33 Deus, que me cingiu de fortaleza e tornou imaculado o meu caminho;
34 que tornou os meus pés como os dos cervos, e me coloca sobre as alturas;
35 que ensina as minhas mãos para o combate. E tornaste os meus braços como um arco de bronze,
36 e me deste a proteção da tua salvação; e a tua direita me amparou, e a tua disciplina me corrigiu até o fim, e a tua disciplina, ela mesma, me ensinará.
37 Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram as minhas pegadas.
38 Perseguirei os meus inimigos e os alcançarei; e não voltarei até que se esgotem.
39 Quebrá-los-ei, e não poderão resistir; cairão debaixo dos meus pés.
40 E me cingiste de fortaleza para a guerra, e submeteste debaixo de mim os que se levantavam contra mim.
41 E fizeste que os meus inimigos me voltassem as costas, e destruíste os que me odiavam.
42 Clamaram, e não havia quem os salvasse; ao Senhor, e ele não os ouviu.
43 E os reduzirei a pó diante da face do vento; como a lama das ruas os exterminarei.
44 Tu me livrarás das contradições do povo; constituir-me-ás cabeça das nações.
45 Um povo que eu não conheci me serviu; ao ouvir com o ouvido, me obedeceu.
46 Os filhos estrangeiros me mentiram, os filhos estrangeiros envelheceram e claudicaram dos seus caminhos.
47 Vive o Senhor, e bendito seja o meu Deus, e seja exaltado o Deus da minha salvação.
48 Deus, que me concedes vinganças e submetes os povos debaixo de mim; meu libertador dos meus inimigos irados.
49 E me exaltarás acima dos que se levantam contra mim; do homem iníquo me livrarás.
50 Por isso, eu te louvarei entre as nações, Senhor, e ao teu nome cantarei um salmo;
51 que engrandece as vitórias do seu rei, e usa de misericórdia com o seu ungido Davi, e com a sua descendência para sempre.
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.