📖 Bíblia em 1 Ano
1 Macabeus 11
comparar versões →1 Ora, o rei do Egito reuniu um exército, como a areia que está ao longo da praia do mar, e muitas naves; e procurava obter com dolo o reino de Alexandre, e ajuntá-lo ao seu próprio reino.
2 E entrou na Síria com palavras pacíficas, e abriam-lhe as cidades e saíam-lhe ao encontro, porque o rei Alexandre tinha ordenado que lhe saíssem ao encontro, por ser seu sogro.
3 Mas, ao entrar Ptolemeu em cada cidade, colocava guarnições de soldados em cada uma das cidades.
4 E quando se aproximou de Azoto, mostraram-lhe o templo de Dagon incendiado pelo fogo, e Azoto e os seus arredores demolidos, e os corpos lançados por terra, e os túmulos dos que tinham sido mortos na guerra, que eles haviam feito junto ao caminho.
5 E contaram ao rei que Jônatas tinha feito estas coisas, para o tornarem odioso; mas o rei calou-se.
6 E Jônatas saiu ao encontro do rei em Jope com pompa, e saudaram-se mutuamente, e ali dormiram.
7 E Jônatas foi com o rei até o rio que se chama Eleutero, e voltou para Jerusalém.
8 O rei Ptolemeu, porém, obteve o domínio das cidades até Selêucia marítima, e maquinava maus desígnios contra Alexandre.
9 E enviou mensageiros a Demétrio, dizendo: «Vem, façamos um pacto entre nós, e dar-te-ei minha filha, que Alexandre tem, e reinarás no reino de teu pai;
10 pois arrependo-me de lhe ter dado minha filha, porque procurou matar-me.»
11 E o difamou, porque havia cobiçado o seu reino.
12 E tirou-lhe sua filha, e deu-a a Demétrio, e afastou-se de Alexandre, e manifestaram-se as suas inimizades.
13 E Ptolemeu entrou em Antioquia, e pôs duas coroas na sua cabeça, a do Egito e a da Ásia.
14 Ora, o rei Alexandre estava na Cilícia naqueles tempos, porque se rebelavam os que estavam naqueles lugares.
15 E Alexandre ouviu, e veio combatê-lo; e o rei Ptolemeu fez avançar o exército, e saiu-lhe ao encontro com mão forte, e o pôs em fuga.
16 E Alexandre fugiu para a Arábia, para ali ser protegido; mas o rei Ptolemeu foi exaltado.
17 E Zabdiel, o árabe, cortou a cabeça de Alexandre, e enviou-a a Ptolemeu.
18 E o rei Ptolemeu morreu ao terceiro dia; e os que estavam nas fortificações pereceram às mãos dos que estavam dentro do acampamento.
19 E Demétrio reinou no ano cento e sessenta e sete.
20 Naqueles dias Jônatas reuniu os que estavam na Judeia, para conquistarem a cidadela que está em Jerusalém; e fizeram contra ela muitas máquinas de guerra.
21 E alguns homens iníquos, que odiavam a sua própria nação, foram ter com o rei Demétrio, e anunciaram-lhe que Jônatas sitiava a cidadela.
22 E ao ouvir isto, irou-se; e logo veio a Ptolemaida, e escreveu a Jônatas que não sitiasse a cidadela, mas que viesse depressa ter com ele para uma conferência.
23 Mas Jônatas, quando ouviu isto, mandou continuar o cerco; e escolheu alguns dos anciãos de Israel e dos sacerdotes, e expôs-se ao perigo.
24 E tomou ouro, e prata, e vestes, e muitos outros presentes, e foi ter com o rei a Ptolemaida; e achou graça diante dele,
25 e alguns iníquos da sua nação faziam queixas contra ele.
26 Mas o rei tratou-o como o tinham tratado os que o haviam precedido, e exaltou-o diante de todos os seus amigos,
27 e confirmou-lhe o principado do sacerdócio, e quaisquer outras honras preciosas que antes tivera, e fê-lo príncipe dos amigos.
28 E Jônatas pediu ao rei que isentasse de tributo a Judeia, e as três toparquias, e a Samaria com os seus confins; e prometeu-lhe trezentos talentos.
29 E o rei consentiu, e escreveu a Jônatas cartas acerca de todas estas coisas, com o seguinte teor:
30 «O rei Demétrio a Jônatas, seu irmão, e à nação dos judeus, saúde.
31 Enviamos-vos a cópia da carta que escrevemos a Lástenes, nosso parente, a vosso respeito, para que a saibais:
32 O rei Demétrio a Lástenes, seu parente, saúde.
33 À nação dos judeus, nossos amigos, e que conservam o que é justo para conosco, resolvemos fazer o bem, por causa da benevolência que têm para conosco.
34 Confirmamos-lhes, pois, todos os territórios da Judeia, e as três cidades, Lida e Ramata, que foram acrescentadas à Judeia a partir da Samaria, e todos os seus confins, reservados para todos os que oferecem sacrifício em Jerusalém, em lugar dos tributos que o rei antes recebia deles cada ano, e em lugar dos frutos da terra e dos pomos.
35 E quanto às outras coisas que nos pertenciam, dos dízimos e dos tributos, desde este tempo lhas perdoamos; e também as eiras das salinas, e as coroas que nos eram apresentadas,
36 tudo lhes concedemos; e nada destas coisas será revogado, desde agora e para todo o tempo.
37 Agora, pois, tratai de fazer uma cópia destas coisas, e seja dada a Jônatas, e colocada no monte santo, em lugar notável.»
38 E o rei Demétrio, vendo que a terra ficou em silêncio diante dele, e nada lhe resistia, despediu todo o seu exército, cada um para o seu lugar, exceto o exército estrangeiro que recrutara das ilhas das nações; e tornaram-se-lhe inimigos todos os exércitos de seus pais.
39 Ora, havia um certo Trifão, antes do partido de Alexandre; e viu que todo o exército murmurava contra Demétrio, e foi ter com Emalcuel, o árabe, que criava Antíoco, filho de Alexandre;
40 e insistia com ele para que lho entregasse, a fim de que reinasse em lugar de seu pai; e anunciou-lhe quantas coisas Demétrio fizera, e as inimizades dos seus exércitos contra ele. E permaneceu ali muitos dias.
41 E Jônatas enviou ao rei Demétrio, pedindo que expulsasse os que estavam na cidadela em Jerusalém, e os que estavam nas guarnições; porque combatiam contra Israel.
42 E Demétrio enviou a Jônatas, dizendo: «Não só te farei isto a ti e à tua nação, mas hei de honrar-te com glória, a ti e à tua nação, quando for oportuno.
43 Agora, pois, farás bem se me enviares homens em auxílio, porque todo o meu exército me abandonou.»
44 E Jônatas enviou-lhe três mil homens valentes a Antioquia; e vieram ter com o rei, e o rei alegrou-se com a sua chegada.
45 E os que eram da cidade reuniram-se, cento e vinte mil homens, e queriam matar o rei.
46 E o rei fugiu para o palácio; e os que eram da cidade ocuparam as ruas da cidade, e começaram a combater.
47 E o rei chamou os judeus em auxílio, e todos juntos vieram a ele, e dispersaram-se todos pela cidade;
48 e mataram naquele dia cem mil homens, e incendiaram a cidade, e tomaram muitos despojos naquele dia, e libertaram o rei.
49 E os que eram da cidade viram que os judeus tinham dominado a cidade como queriam, e desanimaram no seu espírito, e clamaram ao rei com súplicas, dizendo:
50 «Dá-nos as mãos em paz, e cessem os judeus de combater-nos a nós e à cidade.»
51 E lançaram fora as suas armas, e fizeram a paz; e os judeus foram glorificados diante do rei, e diante de todos os que estavam no seu reino, e tornaram-se afamados no reino; e voltaram para Jerusalém com muitos despojos.
52 E o rei Demétrio sentou-se no trono do seu reino, e a terra ficou em silêncio diante dele.
53 E desmentiu tudo quanto dissera, e afastou-se de Jônatas, e não lhe retribuiu segundo os benefícios que este lhe concedera, e vexava-o muito.
54 Depois disto, porém, Trifão voltou, e com ele Antíoco, um menino adolescente, e reinou, e pôs em si o diadema.
55 E reuniram-se a ele todos os exércitos que Demétrio dispersara, e combateram contra ele; e ele fugiu, e voltou as costas.
56 E Trifão tomou os elefantes, e apoderou-se de Antioquia.
57 E o jovem Antíoco escreveu a Jônatas, dizendo: «Confirmo-te no sacerdócio, e constituo-te sobre quatro cidades, para que sejas dos amigos do rei.»
58 E enviou-lhe vasos de ouro para o seu serviço, e deu-lhe poder de beber em ouro, e de andar de púrpura, e de usar fivela de ouro;
59 e constituiu Simão, seu irmão, comandante desde os termos de Tiro até os confins do Egito.
60 E Jônatas saiu, e percorria as cidades além do rio; e reuniu-se a ele todo o exército da Síria, em auxílio, e veio a Ascalon, e saíram-lhe ao encontro honrosamente da cidade.
61 E dali foi a Gaza; e os que estavam em Gaza fecharam-se; e ele a sitiou, e incendiou o que estava ao redor da cidade, e a saqueou.
62 E os de Gaza rogaram a Jônatas, e ele deu-lhes a destra; e tomou os filhos deles como reféns, e enviou-os a Jerusalém; e percorreu a região até Damasco.
63 E Jônatas ouviu que os chefes de Demétrio agiam traiçoeiramente em Cades, que está na Galileia, com um grande exército, querendo afastá-lo dos negócios do reino;
64 e saiu-lhes ao encontro; mas deixou Simão, seu irmão, dentro da província.
65 E Simão acampou junto a Betsura, e a atacou por muitos dias, e os encerrou.
66 E pediram-lhe que recebessem as destras, e ele lhas deu; e expulsou-os dali, e tomou a cidade, e pôs nela uma guarnição.
67 E Jônatas e o seu acampamento aproximaram-se da água de Genesar, e antes da aurora velaram no campo de Asor;
68 e eis que o exército dos estrangeiros saía-lhe ao encontro no campo, e armavam-lhe ciladas nos montes; ele, porém, saiu-lhes ao encontro de frente.
69 Mas os que estavam na emboscada levantaram-se dos seus lugares, e travaram o combate.
70 E fugiram todos os que estavam do lado de Jônatas, e nenhum deles ficou, exceto Matatias, filho de Absalão, e Judas, filho de Calfi, chefe da milícia do exército.
71 E Jônatas rasgou as suas vestes, e pôs terra sobre a sua cabeça, e orou.
72 E Jônatas voltou contra eles para o combate, e pô-los em fuga, e pelejaram.
73 E viram isto os que fugiam do seu lado, e voltaram para ele, e todos com ele perseguiram os inimigos até Cades, até o seu acampamento, e chegaram até ali;
74 e caíram dos estrangeiros naquele dia três mil homens; e Jônatas voltou para Jerusalém.
1 Macabeus 12
comparar versões →1 E viu Jônatas que o tempo lhe era favorável, e escolheu alguns homens, e os enviou a Roma para firmar e renovar com eles a amizade;
2 e também aos espartanos e a outros lugares enviou cartas segundo a mesma forma.
3 E foram a Roma, e entraram na cúria, e disseram: «Jônatas, o sumo sacerdote, e a nação dos judeus nos enviaram para renovarmos a amizade e a aliança segundo o que era antes.»
4 E deram-lhes cartas para os governadores de cada lugar, a fim de que os conduzissem em paz à terra de Judá.
5 E este é o teor das cartas que Jônatas escreveu aos espartanos:
6 «Jônatas, sumo sacerdote, e os anciãos da nação, e os sacerdotes, e o restante do povo dos judeus, aos espartanos, seus irmãos, saúde.
7 Já há muito tempo foram enviadas cartas a Onias, sumo sacerdote, da parte de Ário, que reinava entre vós, declarando que sois nossos irmãos, conforme contém a cópia que aqui se anexa.
8 E Onias recebeu com honra o homem que fora enviado, e tomou as cartas, nas quais se fazia menção da aliança e da amizade.
9 Nós, ainda que não tivéssemos necessidade de nenhuma dessas coisas, tendo por consolo os livros santos que estão em nossas mãos,
10 preferimos enviar-vos mensageiros para renovar a fraternidade e a amizade, para que não nos tornemos porventura estranhos a vós; pois muito tempo passou desde que nos enviastes mensagem.
11 Nós, portanto, em todo tempo, sem cessar, nos dias solenes e nos demais em que convém, nos lembramos de vós nos sacrifícios que oferecemos e em nossas observâncias, como é justo e convém lembrar-se dos irmãos.
12 Alegramo-nos, pois, com a vossa glória.
13 A nós, porém, cercaram muitas tribulações e muitas guerras, e atacaram-nos os reis que estão ao nosso redor.
14 Não quisemos, pois, ser-vos importunos, nem aos demais aliados e amigos nossos, nestas guerras;
15 pois tivemos auxílio do céu, e fomos libertados, e os nossos inimigos foram humilhados.
16 Escolhemos, pois, Numênio, filho de Antíoco, e Antípater, filho de Jasão, e os enviamos aos romanos para renovar com eles a antiga amizade e aliança.
17 Ordenamos-lhes, pois, que viessem também a vós e vos saudassem, e vos entregassem as nossas cartas sobre a renovação da nossa fraternidade.
18 E agora fareis bem em responder-nos a estas coisas.»
19 E esta é a cópia das cartas que ele havia enviado a Onias:
20 «Ário, rei dos espartanos, a Onias, sumo sacerdote, saúde.
21 Achou-se em um escrito a respeito dos espartanos e dos judeus que são irmãos, e que são da linhagem de Abraão.
22 E agora, desde que soubemos disto, fazeis bem em escrever-nos sobre a vossa paz.
23 Mas também nós vos escrevemos de volta: Os nossos rebanhos e as nossas posses são vossos, e os vossos, nossos. Ordenamos, pois, que estas coisas vos fossem anunciadas.»
24 E ouviu Jônatas que os generais de Demétrio haviam voltado com um exército muito maior do que antes, para pelejar contra ele;
25 e saiu de Jerusalém e foi ao seu encontro na região de Amate, pois não lhes deu espaço para que entrassem na sua região.
26 E enviou espias ao acampamento deles; e, voltando, anunciaram que tinham resolvido cair sobre eles à noite.
27 Quando se pôs o sol, Jônatas ordenou aos seus que vigiassem e estivessem em armas, prontos para a batalha durante toda a noite; e pôs sentinelas ao redor do acampamento.
28 E ouviram os adversários que Jônatas e os seus estavam prontos para a guerra; e temeram, e ficaram aterrorizados no seu coração; e acenderam fogueiras nos seus acampamentos.
29 Jônatas, porém, e os que estavam com ele, não o souberam até a manhã; pois viam as luzes ardendo,
30 e Jônatas os perseguiu, mas não os alcançou, porque tinham atravessado o rio Eleutero.
31 E Jônatas voltou-se contra os árabes que se chamam Zabadeus, e os feriu, e tomou os seus despojos.
32 E prosseguiu, e veio a Damasco, e percorria toda aquela região.
33 Simão, por sua vez, saiu e chegou até Ascalon e às fortalezas vizinhas; e desviou-se para Jope, e a ocupou
34 (pois ouvira que queriam entregar a fortaleza aos partidários de Demétrio), e pôs ali guardas para guardá-la.
35 E Jônatas voltou, e convocou os anciãos do povo, e deliberou com eles edificar fortalezas na Judeia,
36 e edificar muros em Jerusalém, e levantar uma grande altura entre a cidadela e a cidade, para separá-la da cidade, de modo que ela ficasse à parte, e não comprassem nem vendessem.
37 E reuniram-se para edificar a cidade; e tinha caído o muro que estava sobre a torrente, ao oriente, e ele reparou o que se chama Cafeteta;
38 e Simão edificou Adiada em Sefela, e a fortificou, e lhe pôs portas e trancas.
39 Ora, tendo Trifão concebido o intento de reinar sobre a Ásia, e de tomar o diadema, e de estender a mão contra o rei Antíoco,
40 temendo que porventura Jônatas não o permitisse, mas pelejasse contra ele, procurava prendê-lo e matá-lo. E, levantando-se, foi para Betsã.
41 E Jônatas saiu-lhe ao encontro com quarenta mil homens escolhidos para a batalha, e veio a Betsã.
42 E viu Trifão que Jônatas vinha com um grande exército para estender contra ele as mãos; e temeu,
43 e o recebeu com honra, e o recomendou a todos os seus amigos, e lhe deu presentes; e ordenou aos seus exércitos que lhe obedecessem como a si mesmo.
44 E disse a Jônatas: «Por que afligiste todo o povo, não havendo guerra entre nós?
45 E agora, manda-os de volta para as suas casas; escolhe, porém, para ti uns poucos homens que estejam contigo, e vem comigo a Ptolemaida, e eu ta entregarei, e as demais fortalezas, e o exército, e todos os encarregados dos negócios; e, voltando, partirei; pois para isto vim.»
46 E ele acreditou nele, e fez como lhe disse; e despediu o exército, e foram para a terra de Judá.
47 Reteve, porém, consigo três mil homens, dos quais enviou de volta para a Galileia dois mil; mil, porém, vieram com ele.
48 E assim que Jônatas entrou em Ptolemaida, os de Ptolemaida fecharam as portas da cidade, e o prenderam; e a todos os que com ele tinham entrado mataram à espada.
49 E Trifão enviou um exército e cavaleiros à Galileia e à grande planície, para destruir todos os companheiros de Jônatas.
50 Eles, porém, quando souberam que Jônatas fora preso e perecera, e todos os que com ele estavam, animaram-se uns aos outros, e saíram prontos para a batalha.
51 E os que os tinham perseguido, vendo que para eles era questão de vida, voltaram para trás;
52 eles, porém, todos vieram em paz para a terra de Judá. E prantearam Jônatas e os que com ele tinham estado, grandemente; e Israel chorou com grande luto.
53 E procuraram todas as nações que estavam ao redor deles destruí-los, pois diziam:
54 «Não têm príncipe nem quem os ajude; agora, pois, combatamo-los, e apaguemos dentre os homens a memória deles.»
1 Macabeus 13
comparar versões →1 Simão soube que Trifão havia reunido um exército numeroso para vir à terra de Judá e devastá-la.
2 Vendo que o povo estava em pânico e em temor, subiu a Jerusalém e reuniu o povo,
3 e, exortando-os, disse: «Vós sabeis quantas batalhas e angústias eu, meus irmãos e a casa de meu pai fizemos pelas leis e pelas coisas santas, e quais vimos:
4 por causa disso pereceram todos os meus irmãos por amor de Israel, e eu fiquei sozinho.
5 E agora, longe de mim poupar a minha vida em todo tempo de tribulação, pois não sou melhor do que meus irmãos.
6 Vingarei, portanto, a minha nação, e as coisas santas, e também os nossos filhos e as nossas esposas, porque todas as nações se reuniram para nos destruir por causa da inimizade.
7 E o espírito do povo se inflamou assim que ouviu estas palavras,
8 e responderam em alta voz, dizendo: «Tu és o nosso chefe no lugar de Judas e de Jônatas, teu irmão;
9 luta a nossa batalha, e tudo o que nos disseres faremos.»
10 E, reunindo todos os homens combatentes, apressou-se a concluir todos os muros de Jerusalém, e a fortificou em redor.
11 E enviou Jônatas, filho de Absalão, e com ele um novo exército, a Jope; e, expulsando os que estavam nela, ele mesmo ali permaneceu.
12 E Trifão partiu de Ptolemaida com um grande exército, para vir à terra de Judá, e Jônatas estava com ele sob custódia.
13 Simão, porém, acampou em Adus, defronte da planície.
14 E quando Trifão soube que Simão se havia levantado no lugar de seu irmão Jônatas, e que estava por travar batalha com ele, enviou-lhe mensageiros,
15 dizendo: «Por causa da prata que teu irmão Jônatas devia na conta do rei, por causa dos negócios que teve, o detivemos.
16 E agora envia cem talentos de prata e seus dois filhos como reféns, para que, uma vez solto, não fuja de nós, e o devolveremos.»
17 E Simão reconheceu que ele falava com ele com dolo; mandou, contudo, dar a prata e os meninos, para não suscitar uma grande inimizade contra o povo de Israel, que diria:
18 «Porque não lhe enviou a prata e os meninos, por isso pereceu.»
19 E enviou os meninos e os cem talentos; mas ele mentiu, e não soltou Jônatas.
20 E depois disto, Trifão entrou na região para devastá-la; e deram volta pelo caminho que leva a Ador; e Simão e o seu acampamento marchavam por todo lugar para onde quer que iam.
21 Os que estavam na cidadela enviaram mensageiros a Trifão, para que se apressasse a vir pelo deserto e lhes mandasse mantimentos.
22 E Trifão preparou toda a cavalaria para vir naquela noite; mas havia muitíssima neve, e não chegou à região de Galaad.
23 E quando se aproximou de Bascamã, matou ali Jônatas e seus filhos.
24 E Trifão voltou, e foi-se para a sua terra.
25 E Simão mandou buscar os ossos de seu irmão Jônatas, e os sepultou em Modin, cidade de seus pais.
26 E todo o Israel o pranteou com grande pranto, e o choraram por muitos dias.
27 E Simão edificou sobre o sepulcro de seu pai e de seus irmãos um edifício alto à vista, de pedra polida, por trás e por diante.
28 E erigiu sete pirâmides, uma defronte da outra, para o pai, e para a mãe, e para os quatro irmãos;
29 e ao redor destas colocou grandes colunas; e sobre as colunas, armas, para memória eterna; e junto às armas, naves esculpidas, que pudessem ser vistas por todos os que navegavam pelo mar.
30 Este é o sepulcro que fez em Modin, até o dia de hoje.
31 Trifão, porém, quando fazia uma viagem com o rei Antíoco, ainda jovem, matou-o com dolo;
32 e reinou em seu lugar, e impôs a si o diadema da Ásia, e fez grande dano na terra.
33 E Simão edificou as fortalezas da Judeia, fortificando-as com torres elevadas, e grandes muros, e portas, e ferrolhos; e pôs mantimentos nas fortificações.
34 E Simão escolheu homens, e os enviou ao rei Demétrio, para que concedesse remissão à região, porque todos os atos de Trifão tinham sido feitos por saque.
35 E o rei Demétrio respondeu-lhe a estas palavras, e escreveu uma carta deste teor:
36 «O rei Demétrio a Simão, sumo sacerdote e amigo dos reis, e aos anciãos, e à nação dos judeus, saudação.
37 Recebemos a coroa de ouro e a palma que enviastes; e estamos prontos a fazer convosco uma grande paz, e a escrever aos administradores do rei para vos remitir aquilo que vos concedemos.
38 Pois tudo o que decretamos a vosso favor permanece firme; as fortificações que edificastes sejam vossas.
39 Remitimos também as ignorâncias e os pecados até o dia de hoje, e a coroa que devíeis; e se algo mais era tributário em Jerusalém, já não seja tributário.
40 E se alguns dentre vós são aptos a ser alistados entre os nossos, sejam alistados, e haja paz entre nós.»
41 No ano cento e setenta, foi tirado de Israel o jugo das nações.
42 E o povo de Israel começou a escrever nas tábuas e nos registros públicos: «No primeiro ano sob Simão, sumo sacerdote, grande chefe e príncipe dos judeus.»
43 Naqueles dias Simão acampou junto a Gaza, e a cercou com acampamentos, e fez máquinas, e as aproximou da cidade, e abateu uma torre, e a tomou.
44 E os que estavam dentro da máquina irromperam na cidade, e houve um grande tumulto na cidade.
45 E os que estavam na cidade subiram sobre o muro com as esposas e os filhos, rasgadas as suas túnicas, e clamaram em alta voz, pedindo a Simão que lhes fossem dadas as destras.
46 e disseram: «Não nos retribuas segundo as nossas maldades, mas segundo as tuas misericórdias.»
47 E Simão, comovido, não os destruiu de todo; contudo, expulsou-os da cidade, e purificou as casas em que havia ídolos, e então entrou nela com hinos, bendizendo o Senhor;
48 e, expulsa dela toda imundície, colocou nela homens que cumprissem a lei; e a fortificou, e fez dela sua habitação.
49 Os que, porém, estavam na cidadela de Jerusalém eram impedidos de sair e entrar na região, e de comprar e vender; e passaram grande fome, e muitos deles pereceram de fome,
50 e clamaram a Simão para receberem as destras; e ele lhas concedeu; e os expulsou dali, e purificou a cidadela das contaminações;
51 e entraram nela no dia vinte e três do segundo mês, no ano cento e setenta e um, com louvor, e ramos de palmas, e cítaras, e címbalos, e nablas, e hinos, e cânticos, porque foi destruído de Israel um grande inimigo.
52 E estabeleceu que todos os anos se celebrassem estes dias com alegria.
53 E fortificou o monte do templo, que estava junto à cidadela, e ali habitou ele mesmo, e os que estavam com ele.
54 E Simão viu que João, seu filho, era homem valente para a batalha; e o pôs como chefe de todas as forças; e habitou em Gazara.
Salmos 147
comparar versões →1 Aleluia. Louva, Jerusalém, ao Senhor; louva ao teu Deus, ó Sião.
2 Porque ele reforçou as trancas das tuas portas; abençoou os teus filhos dentro de ti.
3 Ele que estabeleceu paz nas tuas fronteiras, e te farta com a flor do trigo.
4 Ele que envia a sua palavra à terra: velozmente corre o seu dito.
5 Ele que dá a neve como lã; espalha a névoa como cinza.
6 Ele lança o seu gelo como pedaços de pão: diante da face do seu frio, quem resistirá?
7 Enviará a sua palavra, e os derreterá; soprará o seu vento, e correrão as águas.
8 Ele que anuncia a sua palavra a Jacó, as suas justiças e os seus juízos a Israel.
9 Não fez assim a toda nação, e os seus juízos não lhes manifestou. Aleluia.
Apocalipse 17
comparar versões →1 E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: «Vem, e mostrar-te-ei a condenação da grande meretriz, que está assentada sobre muitas águas,
2 com a qual se prostituíram os reis da terra, e os que habitam a terra embriagaram-se com o vinho da sua prostituição.»
3 E levou-me em espírito ao deserto. E vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlate, cheia de nomes de blasfêmia, que tinha sete cabeças e dez chifres.
4 E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na sua mão um cálice de ouro, cheio da abominação e da imundície da sua prostituição.
5 E na sua fronte estava escrito um nome: Mistério: Babilônia, a grande, mãe das prostituições e das abominações da terra.
6 E vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. E ao vê-la, fiquei tomado de grande espanto.
7 E o anjo disse-me: «Por que te espantas? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
8 A besta que viste foi, e não é, e há de subir do abismo, e irá para a perdição; e os habitantes da terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo) maravilhar-se-ão ao verem a besta que era, e não é.
9 E aqui está a inteligência que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada, e são sete reis.
10 Cinco caíram, um existe, e o outro ainda não veio; e, quando vier, é preciso que permaneça por pouco tempo.
11 E a besta que era, e não é, ela mesma é a oitava, e é das sete, e vai para a perdição.
12 E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, depois da besta.
13 Estes têm um só propósito, e entregarão à besta a sua força e o seu poder.
14 Estes pelejarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e os que estão com ele são chamados, eleitos e fiéis.
15 E disse-me: «As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, e nações, e línguas.
16 E os dez chifres que viste na besta, estes odiarão a meretriz, e a tornarão desolada e nua, e devorarão as suas carnes, e a queimarão no fogo.
17 Pois Deus pôs nos seus corações que façam o que a ele agrada: que entreguem o seu reino à besta, até que se cumpram as palavras de Deus.
18 E a mulher que viste é a grande cidade, que tem domínio sobre os reis da terra.
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.