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📖 1 Macabeus

Capítulo 12

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1 E viu Jônatas que o tempo lhe era favorável, e escolheu alguns homens, e os enviou a Roma para firmar e renovar com eles a amizade;

2 e também aos espartanos e a outros lugares enviou cartas segundo a mesma forma.

3 E foram a Roma, e entraram na cúria, e disseram: «Jônatas, o sumo sacerdote, e a nação dos judeus nos enviaram para renovarmos a amizade e a aliança segundo o que era antes.»

4 E deram-lhes cartas para os governadores de cada lugar, a fim de que os conduzissem em paz à terra de Judá.

5 E este é o teor das cartas que Jônatas escreveu aos espartanos:

6 «Jônatas, sumo sacerdote, e os anciãos da nação, e os sacerdotes, e o restante do povo dos judeus, aos espartanos, seus irmãos, saúde.

7 Já há muito tempo foram enviadas cartas a Onias, sumo sacerdote, da parte de Ário, que reinava entre vós, declarando que sois nossos irmãos, conforme contém a cópia que aqui se anexa.

8 E Onias recebeu com honra o homem que fora enviado, e tomou as cartas, nas quais se fazia menção da aliança e da amizade.

9 Nós, ainda que não tivéssemos necessidade de nenhuma dessas coisas, tendo por consolo os livros santos que estão em nossas mãos,

10 preferimos enviar-vos mensageiros para renovar a fraternidade e a amizade, para que não nos tornemos porventura estranhos a vós; pois muito tempo passou desde que nos enviastes mensagem.

11 Nós, portanto, em todo tempo, sem cessar, nos dias solenes e nos demais em que convém, nos lembramos de vós nos sacrifícios que oferecemos e em nossas observâncias, como é justo e convém lembrar-se dos irmãos.

12 Alegramo-nos, pois, com a vossa glória.

13 A nós, porém, cercaram muitas tribulações e muitas guerras, e atacaram-nos os reis que estão ao nosso redor.

14 Não quisemos, pois, ser-vos importunos, nem aos demais aliados e amigos nossos, nestas guerras;

15 pois tivemos auxílio do céu, e fomos libertados, e os nossos inimigos foram humilhados.

16 Escolhemos, pois, Numênio, filho de Antíoco, e Antípater, filho de Jasão, e os enviamos aos romanos para renovar com eles a antiga amizade e aliança.

17 Ordenamos-lhes, pois, que viessem também a vós e vos saudassem, e vos entregassem as nossas cartas sobre a renovação da nossa fraternidade.

18 E agora fareis bem em responder-nos a estas coisas.»

19 E esta é a cópia das cartas que ele havia enviado a Onias:

20 «Ário, rei dos espartanos, a Onias, sumo sacerdote, saúde.

21 Achou-se em um escrito a respeito dos espartanos e dos judeus que são irmãos, e que são da linhagem de Abraão.

22 E agora, desde que soubemos disto, fazeis bem em escrever-nos sobre a vossa paz.

23 Mas também nós vos escrevemos de volta: Os nossos rebanhos e as nossas posses são vossos, e os vossos, nossos. Ordenamos, pois, que estas coisas vos fossem anunciadas.»

24 E ouviu Jônatas que os generais de Demétrio haviam voltado com um exército muito maior do que antes, para pelejar contra ele;

25 e saiu de Jerusalém e foi ao seu encontro na região de Amate, pois não lhes deu espaço para que entrassem na sua região.

26 E enviou espias ao acampamento deles; e, voltando, anunciaram que tinham resolvido cair sobre eles à noite.

27 Quando se pôs o sol, Jônatas ordenou aos seus que vigiassem e estivessem em armas, prontos para a batalha durante toda a noite; e pôs sentinelas ao redor do acampamento.

28 E ouviram os adversários que Jônatas e os seus estavam prontos para a guerra; e temeram, e ficaram aterrorizados no seu coração; e acenderam fogueiras nos seus acampamentos.

29 Jônatas, porém, e os que estavam com ele, não o souberam até a manhã; pois viam as luzes ardendo,

30 e Jônatas os perseguiu, mas não os alcançou, porque tinham atravessado o rio Eleutero.

31 E Jônatas voltou-se contra os árabes que se chamam Zabadeus, e os feriu, e tomou os seus despojos.

32 E prosseguiu, e veio a Damasco, e percorria toda aquela região.

33 Simão, por sua vez, saiu e chegou até Ascalon e às fortalezas vizinhas; e desviou-se para Jope, e a ocupou

34 (pois ouvira que queriam entregar a fortaleza aos partidários de Demétrio), e pôs ali guardas para guardá-la.

35 E Jônatas voltou, e convocou os anciãos do povo, e deliberou com eles edificar fortalezas na Judeia,

36 e edificar muros em Jerusalém, e levantar uma grande altura entre a cidadela e a cidade, para separá-la da cidade, de modo que ela ficasse à parte, e não comprassem nem vendessem.

37 E reuniram-se para edificar a cidade; e tinha caído o muro que estava sobre a torrente, ao oriente, e ele reparou o que se chama Cafeteta;

38 e Simão edificou Adiada em Sefela, e a fortificou, e lhe pôs portas e trancas.

39 Ora, tendo Trifão concebido o intento de reinar sobre a Ásia, e de tomar o diadema, e de estender a mão contra o rei Antíoco,

40 temendo que porventura Jônatas não o permitisse, mas pelejasse contra ele, procurava prendê-lo e matá-lo. E, levantando-se, foi para Betsã.

41 E Jônatas saiu-lhe ao encontro com quarenta mil homens escolhidos para a batalha, e veio a Betsã.

42 E viu Trifão que Jônatas vinha com um grande exército para estender contra ele as mãos; e temeu,

43 e o recebeu com honra, e o recomendou a todos os seus amigos, e lhe deu presentes; e ordenou aos seus exércitos que lhe obedecessem como a si mesmo.

44 E disse a Jônatas: «Por que afligiste todo o povo, não havendo guerra entre nós?

45 E agora, manda-os de volta para as suas casas; escolhe, porém, para ti uns poucos homens que estejam contigo, e vem comigo a Ptolemaida, e eu ta entregarei, e as demais fortalezas, e o exército, e todos os encarregados dos negócios; e, voltando, partirei; pois para isto vim.»

46 E ele acreditou nele, e fez como lhe disse; e despediu o exército, e foram para a terra de Judá.

47 Reteve, porém, consigo três mil homens, dos quais enviou de volta para a Galileia dois mil; mil, porém, vieram com ele.

48 E assim que Jônatas entrou em Ptolemaida, os de Ptolemaida fecharam as portas da cidade, e o prenderam; e a todos os que com ele tinham entrado mataram à espada.

49 E Trifão enviou um exército e cavaleiros à Galileia e à grande planície, para destruir todos os companheiros de Jônatas.

50 Eles, porém, quando souberam que Jônatas fora preso e perecera, e todos os que com ele estavam, animaram-se uns aos outros, e saíram prontos para a batalha.

51 E os que os tinham perseguido, vendo que para eles era questão de vida, voltaram para trás;

52 eles, porém, todos vieram em paz para a terra de Judá. E prantearam Jônatas e os que com ele tinham estado, grandemente; e Israel chorou com grande luto.

53 E procuraram todas as nações que estavam ao redor deles destruí-los, pois diziam:

54 «Não têm príncipe nem quem os ajude; agora, pois, combatamo-los, e apaguemos dentre os homens a memória deles.»

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📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público), cotejada com fontes católicas. Leitura/estudo — sem imprimatur.