📖 Bíblia em 1 Ano
Daniel 1
comparar versões →1 No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou;
2 e o Senhor entregou em suas mãos Joaquim, rei de Judá, e parte dos vasos da casa de Deus; e ele os levou para a terra de Senaar, para a casa do seu deus, e os vasos colocou na casa do tesouro do seu deus.
3 E o rei disse a Asfenez, chefe dos eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, da linhagem real e dos príncipes,
4 jovens em quem não houvesse defeito algum, formosos de aparência, instruídos em toda sabedoria, prudentes no conhecimento, doutos no saber, e que pudessem permanecer no palácio do rei, para que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus.
5 E o rei estabeleceu para eles uma ração diária das suas próprias iguarias e do vinho que ele mesmo bebia, para que, alimentados durante três anos, depois pudessem permanecer diante do rei.
6 Houve, pois, entre eles, dos filhos de Judá, Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
7 E o chefe dos eunucos lhes impôs nomes: a Daniel, Baltasar; a Ananias, Sidrac; a Misael, Misac; e a Azarias, Abdênago.
8 Daniel, porém, resolveu no seu coração não se contaminar com a mesa do rei nem com o vinho que ele bebia; e pediu ao chefe dos eunucos que não fosse contaminado.
9 E Deus deu a Daniel graça e misericórdia diante do príncipe dos eunucos.
10 E o príncipe dos eunucos disse a Daniel: «Eu temo o meu senhor, o rei, que estabeleceu para vós a comida e a bebida; pois, se ele vir os vossos rostos mais magros do que os dos demais jovens da vossa idade, condenareis a minha cabeça diante do rei.»
11 E Daniel disse a Malasar, a quem o príncipe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Ananias, Misael e Azarias:
12 «Põe à prova, eu te suplico, os teus servos durante dez dias, e que nos sejam dados legumes para comer e água para beber;
13 e observa os nossos rostos e os rostos dos jovens que se alimentam da comida do rei; e, conforme o que vires, faze com os teus servos.»
14 Ele, ouvida tal proposta, pô-los à prova durante dez dias.
15 Passados, porém, dez dias, os seus rostos apareceram melhores e mais robustos do que os de todos os jovens que se alimentavam da comida do rei.
16 Então Malasar tirava os seus alimentos e o vinho da sua bebida, e lhes dava legumes.
17 E a esses jovens Deus deu ciência e instrução em todo livro e sabedoria; a Daniel, porém, a inteligência de todas as visões e sonhos.
18 Completados, pois, os dias após os quais o rei dissera que fossem introduzidos, o chefe dos eunucos os introduziu diante de Nabucodonosor.
19 E quando o rei falou com eles, não se encontraram entre todos outros tais como Daniel, Ananias, Misael e Azarias; e eles permaneceram diante do rei.
20 E em toda palavra de sabedoria e de entendimento que o rei lhes perguntou, encontrou neles dez vezes mais do que em todos os adivinhos e magos que havia em todo o seu reino.
21 E Daniel permaneceu até o primeiro ano do rei Ciro.
Daniel 2
comparar versões →1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, Nabucodonosor teve um sonho, e o seu espírito ficou apavorado, e o seu sonho fugiu dele.
2 O rei ordenou então que fossem convocados os adivinhos, os magos, os feiticeiros e os caldeus, para que revelassem ao rei os seus sonhos. Quando chegaram, puseram-se diante do rei.
3 E o rei lhes disse: «Tive um sonho, e, confuso de espírito, ignoro o que vi.»
4 E os caldeus responderam ao rei em siríaco: «Ó rei, vive para sempre! Dize o sonho aos teus servos, e revelaremos a sua interpretação.»
5 E o rei, respondendo, disse aos caldeus: «O assunto fugiu de mim; se não me revelardes o sonho e o seu significado, perecereis vós, e as vossas casas serão confiscadas.»
6 Mas, se me narrardes o sonho e o seu significado, recebereis de mim prêmios, dádivas e grande honra. Indicai-me, pois, o sonho e a sua interpretação.»
7 Responderam pela segunda vez e disseram: «Diga o rei o sonho aos seus servos, e nós revelaremos a sua interpretação.»
8 Respondeu o rei e disse: «Sei com certeza que estais a ganhar tempo, porque sabeis que o assunto fugiu de mim.
9 Portanto, se não me revelardes o sonho, há uma só sentença a vosso respeito: que também urdistes uma interpretação enganosa e cheia de embuste, para me falardes até que passe o tempo. Dizei-me, pois, o sonho, para que eu saiba que me anunciais também a sua verdadeira interpretação.»
10 Respondendo, então, os caldeus diante do rei, disseram: «Não há homem sobre a terra que possa cumprir a tua palavra, ó rei; nem rei algum, por grande e poderoso que seja, pede semelhante coisa a qualquer adivinho, mago ou caldeu.
11 Pois a coisa que tu pedes, ó rei, é difícil; e não se encontrará ninguém que a possa mostrar diante do rei, exceto os deuses, cujo convívio não é com os homens.»
12 Ouvido isto, o rei, em furor e em grande ira, ordenou que perecessem todos os sábios de Babilônia.
13 E, promulgada a sentença, os sábios eram mortos; e procuravam Daniel e os seus companheiros, para que perecessem.
14 Então Daniel informou-se acerca da lei e da sentença junto de Arioque, chefe da milícia do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.
15 E perguntou-lhe, a ele que recebera do rei o poder, por que motivo tão cruel sentença saíra da presença do rei. Tendo, pois, Arioque exposto o assunto a Daniel,
16 Daniel entrou e rogou ao rei que lhe desse tempo para revelar ao rei a solução.
17 E foi para a sua casa e expôs o assunto a Ananias, a Misael e a Azarias, seus companheiros,
18 para que pedissem misericórdia diante do Deus do céu acerca deste mistério, e não perecessem Daniel e os seus companheiros com os demais sábios de Babilônia.
19 Então o mistério foi revelado a Daniel por uma visão, de noite; e Daniel bendisse o Deus do céu,
20 e, falando, disse: «Seja bendito o nome do Senhor de século em século, porque dele são a sabedoria e a fortaleza.
21 E ele muda os tempos e as idades; transfere os reinos e os estabelece; dá a sabedoria aos sábios, e a ciência aos que têm entendimento da disciplina.
22 Ele revela as coisas profundas e ocultas, e conhece o que está nas trevas; e a luz está com ele.
23 A ti, Deus de nossos pais, dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e fortaleza, e agora me mostraste aquilo que te pedimos, pois nos descobriste o assunto do rei.»
24 Depois disto, Daniel, tendo entrado para junto de Arioque, a quem o rei constituíra para destruir os sábios de Babilônia, falou-lhe assim: «Não destruas os sábios de Babilônia; introduz-me à presença do rei, e eu narrarei ao rei a solução.»
25 Então Arioque, apressado, introduziu Daniel diante do rei e disse-lhe: «Encontrei um homem dentre os filhos do cativeiro de Judá, que anunciará ao rei a solução.»
26 Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Baltasar: «Pensas tu que realmente podes revelar-me o sonho que vi, e a sua interpretação?»
27 E, respondendo Daniel diante do rei, disse: «O mistério que o rei pergunta, os sábios, os magos, os adivinhos e os arúspices não podem revelar ao rei;
28 mas há um Deus no céu que revela os mistérios, o qual te indicou, ó rei Nabucodonosor, as coisas que hão de vir nos últimos tempos. O teu sonho e as visões da tua cabeça no teu leito são estas:
29 Tu, ó rei, começaste a pensar no teu leito o que havia de ser depois disto; e aquele que revela os mistérios mostrou-te as coisas que hão de vir.
30 A mim também me foi revelado este mistério, não por uma sabedoria que haja em mim mais do que em todos os viventes, mas para que a interpretação fosse manifesta ao rei, e conhecesses os pensamentos da tua mente.
31 Tu, ó rei, olhavas, e eis como que uma estátua, única e grande; aquela estátua, grande e de elevada estatura, estava de pé diante de ti, e o seu aspecto era terrível.
32 A cabeça desta estátua era de ouro puríssimo, mas o peito e os braços, de prata, e o ventre e as coxas, de bronze;
33 as pernas, porém, de ferro; e dos pés, uma parte era de ferro e outra de barro.
34 Tu olhavas assim, até que uma pedra se desprendeu de um monte sem mãos; e feriu a estátua nos seus pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
35 Então foram esmiuçados juntamente o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, e ficaram reduzidos como que à palha de uma eira de verão, que o vento arrebatou, e não se achou para eles lugar algum; a pedra, porém, que ferira a estátua, tornou-se um grande monte, e encheu toda a terra.
36 Este é o sonho; também a sua interpretação diremos diante de ti, ó rei.
37 Tu és o rei dos reis; e o Deus do céu deu-te o reino, e a fortaleza, e o poder, e a glória;
38 e todos os lugares em que habitam os filhos dos homens e os animais do campo; também as aves do céu ele entregou na tua mão, e sob o teu domínio pôs todas as coisas; tu és, pois, a cabeça de ouro.
39 E depois de ti se levantará outro reino, inferior a ti, de prata; e um terceiro reino, outro, de bronze, que dominará sobre toda a terra.
40 E o quarto reino será como o ferro; assim como o ferro esmiúça e doma todas as coisas, assim ele esmiuçará e quebrantará todas estas.
41 E, quanto a teres visto que parte dos pés e dos dedos era de barro de oleiro e parte de ferro, o reino estará dividido; contudo, surgirá da raiz do ferro, segundo viste o ferro misturado com o barro de lodo.
42 E os dedos dos pés em parte de ferro e em parte de barro: em parte o reino será sólido e em parte quebradiço.
43 E, quanto a teres visto o ferro misturado com o barro de lodo, eles misturar-se-ão de fato pela semente humana, mas não aderirão entre si, assim como o ferro não se pode misturar com o barro.
44 Mas nos dias daqueles reinos o Deus do céu suscitará um reino que para sempre não será destruído, e o seu reino não será entregue a outro povo; esmiuçará, porém, e consumirá todos estes reinos, e ele mesmo subsistirá para sempre.
45 Conforme viste que do monte se desprendeu uma pedra sem mãos, e esmiuçou o barro, e o ferro, e o bronze, e a prata, e o ouro, o Deus grande mostrou ao rei as coisas que hão de vir depois; e o sonho é verdadeiro, e fiel a sua interpretação.»
46 Então o rei Nabucodonosor caiu sobre a sua face e adorou Daniel, e ordenou que lhe sacrificassem vítimas e incenso.
47 Falando, pois, o rei, disse a Daniel: «Verdadeiramente o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o que revela os mistérios, pois tu pudeste descobrir este mistério.»
48 Então o rei elevou Daniel ao alto, e deu-lhe muitos e grandes presentes; e constituiu-o príncipe sobre todas as províncias de Babilônia, e prefeito dos magistrados sobre todos os sábios de Babilônia.
49 E Daniel pediu ao rei, e este constituiu sobre as obras da província de Babilônia a Sidrac, Misac e Abdênago; o próprio Daniel, porém, estava às portas do rei.
Daniel 3
comparar versões →1 O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, de sessenta côvados de altura e seis côvados de largura, e a colocou no campo de Dura, na província da Babilônia.
2 Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os sátrapas, os magistrados e os juízes, os comandantes e os governadores, os prefeitos e todos os príncipes das regiões, para que viessem à dedicação da estátua que o rei Nabucodonosor havia erguido.
3 Então reuniram-se os sátrapas, os magistrados e os juízes, os comandantes e os governadores, e os grandes que estavam constituídos em autoridade, e todos os príncipes das regiões, para que viessem à dedicação da estátua que o rei Nabucodonosor havia erguido. E estavam de pé diante da estátua que o rei Nabucodonosor tinha colocado;
4 e o arauto clamava com força: «A vós se ordena, ó povos, tribos e línguas:
5 na hora em que ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da cítara, da harpa, do saltério, da sinfonia e de todo gênero de instrumentos musicais, prostrai-vos e adorai a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor estabeleceu.
6 Mas se alguém não se prostrar e não adorar, na mesma hora será lançado na fornalha de fogo ardente.»
7 Por isso, depois disto, logo que todos os povos ouviram o som da trombeta, da flauta e da cítara, da harpa e do saltério, da sinfonia e de todo gênero de instrumentos musicais, todos os povos, tribos e línguas, prostrando-se, adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor havia estabelecido.
8 E logo, naquele mesmo tempo, aproximando-se alguns homens caldeus, acusaram os judeus,
9 e disseram ao rei Nabucodonosor: «Ó rei, vive para sempre!
10 Tu, ó rei, estabeleceste um decreto, para que todo homem que ouvir o som da trombeta, da flauta e da cítara, da harpa e do saltério, da sinfonia e de todo gênero de instrumentos musicais, se prostre e adore a estátua de ouro;
11 mas se alguém não cair e não adorar, seja lançado na fornalha de fogo ardente.
12 Ora, há certos homens judeus, que constituíste sobre as obras da província da Babilônia, Sidrac, Misac e Abdênago: esses homens desprezaram, ó rei, o teu decreto; não cultuam os teus deuses, e não adoram a estátua de ouro que ergueste.»
13 Então Nabucodonosor, em furor e em ira, ordenou que fossem trazidos Sidrac, Misac e Abdênago, os quais imediatamente foram trazidos à presença do rei.
14 E Nabucodonosor, o rei, falando-lhes, disse: «É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não cultuais os meus deuses, e não adorais a estátua de ouro que estabeleci?
15 Agora, pois, se estais prontos, em qualquer hora em que ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da cítara, da harpa e do saltério, e da sinfonia, e de todo gênero de instrumentos musicais, prostrai-vos e adorai a estátua que fiz; mas, se não adorardes, na mesma hora sereis lançados na fornalha de fogo ardente; e qual é o Deus que vos livrará da minha mão?»
16 Respondendo Sidrac, Misac e Abdênago, disseram ao rei Nabucodonosor: «Não nos é necessário responder-te sobre este assunto.
17 Pois eis que o nosso Deus, a quem cultuamos, pode arrebatar-nos da fornalha de fogo ardente e livrar-nos das tuas mãos, ó rei.
18 Mas, se ele não quiser, seja do teu conhecimento, ó rei, que não cultuamos os teus deuses, e não adoramos a estátua de ouro que ergueste.»
19 Então Nabucodonosor encheu-se de furor, e o aspecto do seu rosto mudou-se contra Sidrac, Misac e Abdênago; e ordenou que a fornalha fosse acesa sete vezes mais do que costumava ser acesa.
20 E mandou aos homens mais fortes do seu exército que, ligados os pés de Sidrac, Misac e Abdênago, os lançassem na fornalha de fogo ardente.
21 E imediatamente aqueles homens, atados, com as suas calças e turbantes e calçados e vestes, foram lançados no meio da fornalha de fogo ardente;
22 pois a ordem do rei era urgente. E a fornalha estava demasiadamente acesa; por isso, àqueles homens que haviam lançado Sidrac, Misac e Abdênago, a chama do fogo matou.
23 E estes três homens, isto é, Sidrac, Misac e Abdênago, caíram atados no meio da fornalha de fogo ardente.
24 E caminhavam no meio da chama, louvando a Deus e bendizendo o Senhor.
25 Então Azarias, de pé, orou assim, e, abrindo a sua boca no meio do fogo, disse:
26 «Bendito és, Senhor, Deus de nossos pais, e digno de louvor e glorioso é o teu nome pelos séculos;
27 porque és justo em tudo o que fizeste conosco, e todas as tuas obras são verdadeiras, e os teus caminhos retos, e todos os teus juízos verdadeiros.
28 Pois fizeste juízos verdadeiros em tudo o que trouxeste sobre nós e sobre a cidade santa de nossos pais, Jerusalém; porque em verdade e em juízo trouxeste todas estas coisas por causa dos nossos pecados.
29 Pois pecamos e agimos iniquamente, afastando-nos de ti, e faltamos em tudo;
30 e não ouvimos os teus preceitos, nem os observamos, nem fizemos como nos havias ordenado, para que nos fosse bem.
31 Portanto, tudo o que trouxeste sobre nós, e tudo o que nos fizeste, fizeste em verdadeiro juízo;
32 e nos entregaste nas mãos de nossos inimigos iníquos, e péssimos, e prevaricadores, e a um rei injusto e péssimo acima de toda a terra.
33 E agora não podemos abrir a boca: tornamo-nos confusão e opróbrio para os teus servos e para aqueles que te cultuam.
34 Não nos entregues, suplicamos, para sempre, por causa do teu nome, e não desfaças a tua aliança;
35 e não retires de nós a tua misericórdia, por causa de Abraão, teu amado, e de Isaac, teu servo, e de Israel, teu santo,
36 aos quais falaste, prometendo que multiplicarias a sua descendência como as estrelas do céu, e como a areia que está na praia do mar;
37 porque, Senhor, fomos diminuídos mais do que todas as nações, e somos humildes em toda a terra, hoje, por causa dos nossos pecados.
38 E não há neste tempo príncipe, nem chefe, nem profeta, nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem lugar de primícias diante de ti,
39 para que possamos encontrar a tua misericórdia; mas, com ânimo contrito e espírito de humildade, sejamos acolhidos.
40 Como em holocausto de carneiros e de touros, e como em milhares de cordeiros gordos, assim seja hoje o nosso sacrifício diante de ti, para que te agrade, porque não há confusão para os que confiam em ti.
41 E agora seguimos-te de todo o coração; e tememos-te, e buscamos a tua face.
42 Não nos confundas, mas age conosco segundo a tua mansidão, e conforme a multidão da tua misericórdia.
43 E livra-nos pelas tuas maravilhas, e dá glória ao teu nome, Senhor;
44 e sejam confundidos todos os que mostram males aos teus servos; sejam confundidos em todo o teu poder, e o vigor deles seja esmagado;
45 e saibam que tu és o Senhor, o único Deus, e glorioso sobre o orbe da terra.
46 E não cessavam os ministros do rei, que os haviam lançado, de acender a fornalha com nafta, e estopa, e pez, e gravetos,
47 e a chama se derramava sobre a fornalha quarenta e nove côvados;
48 e irrompeu, e queimou aqueles que encontrou junto à fornalha, dentre os caldeus.
49 Mas o anjo do Senhor desceu com Azarias e os seus companheiros à fornalha, e expulsou a chama do fogo da fornalha,
50 e fez o meio da fornalha como um vento de orvalho que sopra, e o fogo não os tocou de modo algum, nem os entristeceu, nem lhes causou qualquer incômodo.
51 Então estes três, como que por uma só boca, louvavam, e glorificavam, e bendiziam a Deus na fornalha, dizendo:
52 «Bendito és, Senhor, Deus de nossos pais; e digno de louvor, e glorioso, e exaltado acima de tudo pelos séculos. E bendito é o santo nome da tua glória; e digno de louvor, e exaltado acima de tudo em todos os séculos.
53 Bendito és no templo santo da tua glória; e sumamente digno de louvor, e sumamente glorioso pelos séculos.
54 Bendito és no trono do teu reino; e sumamente digno de louvor, e exaltado acima de tudo pelos séculos.
55 Bendito és tu que contemplas os abismos, e estás sentado sobre os querubins; e digno de louvor, e exaltado acima de tudo pelos séculos.
56 Bendito és no firmamento do céu; e digno de louvor, e glorioso pelos séculos.
57 Bendizei o Senhor, todas as obras do Senhor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
58 Bendizei o Senhor, anjos do Senhor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
59 Bendizei o Senhor, ó céus; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
60 Bendizei o Senhor, todas as águas que estão sobre os céus; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
61 Bendizei o Senhor, todas as potências do Senhor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
62 Bendizei o Senhor, sol e lua; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
63 Bendizei o Senhor, estrelas do céu; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
64 Bendizei o Senhor, toda chuva e orvalho; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
65 Bendizei o Senhor, todos os espíritos de Deus; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
66 Bendizei o Senhor, fogo e calor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
67 Bendizei o Senhor, frio e calor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
68 Bendizei o Senhor, orvalhos e geada; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
69 Bendizei o Senhor, gelo e frio; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
70 Bendizei o Senhor, geadas e neves; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
71 Bendizei o Senhor, noites e dias; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
72 Bendizei o Senhor, luz e trevas; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
73 Bendizei o Senhor, relâmpagos e nuvens; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
74 Bendiga a terra o Senhor; louve-o e exalte-o acima de tudo pelos séculos.
75 Bendizei o Senhor, montes e colinas; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
76 Bendizei o Senhor, todas as coisas que germinam na terra; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
77 Bendizei o Senhor, fontes; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
78 Bendizei o Senhor, mares e rios; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
79 Bendizei o Senhor, baleias e tudo o que se move nas águas; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
80 Bendizei o Senhor, todas as aves do céu; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
81 Bendizei o Senhor, todas as feras e animais; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
82 Bendizei o Senhor, filhos dos homens; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
83 Bendiga Israel o Senhor; louve-o e exalte-o acima de tudo pelos séculos.
84 Bendizei o Senhor, sacerdotes do Senhor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
85 Bendizei o Senhor, servos do Senhor; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
86 Bendizei o Senhor, espíritos e almas dos justos; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
87 Bendizei o Senhor, santos e humildes de coração; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos.
88 Bendizei o Senhor, Ananias, Azarias, Misael; louvai-o e exaltai-o acima de tudo pelos séculos; porque nos arrebatou do inferno, e nos salvou da mão da morte; e nos libertou do meio da chama ardente, e do meio do fogo nos arrebatou.
89 Dai graças ao Senhor, porque é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.
90 Bendizei, todos os religiosos, o Senhor, Deus dos deuses; louvai-o e dai-lhe graças, porque a sua misericórdia dura por todos os séculos.»
91 Então o rei Nabucodonosor ficou espantado, e levantou-se apressadamente, e disse aos seus grandes: «Não lançamos nós três homens, atados, no meio do fogo?» Respondendo eles ao rei, disseram: «É verdade, ó rei.»
92 Ele respondeu e disse: «Eis que vejo quatro homens soltos, e caminhando no meio do fogo, e neles não há nenhuma corrupção, e o aspecto do quarto é semelhante a um filho de Deus.»
93 Então Nabucodonosor aproximou-se da porta da fornalha de fogo ardente, e disse: «Sidrac, Misac e Abdênago, servos do Deus excelso, saí e vinde.» E logo saíram Sidrac, Misac e Abdênago do meio do fogo.
94 E os sátrapas reunidos, e os magistrados, e os juízes, e os poderosos do rei contemplavam aqueles homens, porque o fogo não tivera poder algum sobre os seus corpos, e nenhum cabelo da sua cabeça fora chamuscado, e as suas calças não tinham sido alteradas, e o cheiro do fogo não passara por eles.
95 E Nabucodonosor, prorrompendo, disse: «Bendito seja o Deus deles, a saber, de Sidrac, Misac e Abdênago, que enviou o seu anjo e arrebatou os seus servos, que creram nele; e mudaram a palavra do rei, e entregaram os seus corpos para não servir nem adorar nenhum deus, exceto o seu Deus.
96 Por mim, portanto, é estabelecido este decreto: que todo povo, tribo e língua, qualquer que falar blasfêmia contra o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago, pereça, e a sua casa seja devastada; pois não há outro deus que possa salvar assim.»
97 Então o rei promoveu Sidrac, Misac e Abdênago na província da Babilônia.
98 «Nabucodonosor, o rei, a todos os povos, nações e línguas que habitam em toda a terra: que a paz se multiplique para vós.
99 O Deus excelso fez sinais e maravilhas para comigo. Aprouve-me, portanto, anunciar
100 os seus sinais, porque são grandes; e as suas maravilhas, porque são poderosas; e o seu reino é um reino sempiterno, e o seu poder de geração em geração.»
Salmos 132
comparar versões →1 Cântico dos degraus, de Davi. Eis como é bom e como é agradável os irmãos habitarem em unidade!
2 É como o óleo sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Aarão, e que desce até a orla da sua veste;
3 como o orvalho do Hermon, que desce sobre o monte Sião. Porque ali ordenou o Senhor a bênção e a vida para sempre.
2 Pedro 2
comparar versões →1 Houve, porém, também falsos profetas no meio do povo, como também entre vós haverá mestres mentirosos, que introduzirão seitas de perdição e negarão o Senhor que os comprou, atraindo sobre si mesmos uma rápida perdição.
2 E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles o caminho da verdade será blasfemado;
3 e por avareza negociarão convosco com palavras fingidas. A condenação deles, decretada já há muito tempo, não se demora, e a sua perdição não dormita.
4 Pois, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas, arrastando-os ao tártaro com cadeias do inferno, entregou-os para serem atormentados e reservados para o juízo;
5 e não poupou o mundo primitivo, mas preservou Noé, oitavo pregoeiro da justiça, fazendo vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6 e reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e de Gomorra, condenou-as à destruição, pondo-as como exemplo para os que viverem na impiedade;
7 e livrou o justo Ló, oprimido pela injúria e pela conduta dissoluta dos perversos;
8 pois, vendo e ouvindo, aquele justo, habitando entre eles, atormentava de dia em dia a sua alma justa com as obras iníquas deles.
9 O Senhor sabe livrar da tentação os piedosos e reservar os iníquos para serem atormentados no dia do juízo;
10 principalmente, porém, aqueles que andam segundo a carne, na concupiscência da impureza, e desprezam a autoridade. Audazes, presunçosos, não temem introduzir seitas, blasfemando;
11 ao passo que os anjos, sendo maiores em fortaleza e poder, não proferem contra si mesmos juízo execrável.
12 Estes, porém, como animais irracionais, naturalmente destinados à presa e à destruição, blasfemando daquilo que ignoram, perecerão na sua própria corrupção,
13 recebendo o salário da injustiça. Consideram um prazer as delícias do dia; são manchas e máculas, transbordando de deleites, banqueteando-se dissolutamente convosco nos seus festins,
14 tendo os olhos cheios de adultério e de pecado incessante. Seduzem as almas instáveis; têm o coração exercitado na avareza; são filhos da maldição.
15 Abandonando o caminho reto, extraviaram-se, seguindo o caminho de Balaão de Bosor, que amou o salário da iniquidade;
16 mas teve a repreensão da sua loucura: um animal mudo, de carga, falando com voz humana, impediu a insensatez do profeta.
17 Estes são fontes sem água e nuvens agitadas por turbilhões, aos quais está reservada a escuridão das trevas.
18 Pois, proferindo palavras soberbas de vaidade, seduzem, pelos desejos da carne e da dissolução, aqueles que mal escapam dos que vivem no erro;
19 prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque cada um se torna escravo daquele que o venceu.
20 Pois, se, depois de terem fugido das corrupções do mundo pelo conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, deixam-se de novo enredar nelas e são vencidos, o seu último estado torna-se pior que o primeiro.
21 Pois melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça do que, depois de o haverem conhecido, voltarem atrás, afastando-se do santo mandamento que lhes foi transmitido.
22 Pois aconteceu-lhes aquilo do verdadeiro provérbio: «O cão voltou ao seu vômito»; e: «A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal de lodo.»
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.