Acessibilidade:
← Bíblia

📖 Bíblia em 1 Ano

Toda a Sagrada Escritura — os 73 livros — lida e ouvida ao longo de um ano, um pouco do Antigo Testamento, um Salmo e o Novo Testamento a cada dia.

← Dia 227 Hoje Dia 228 de 365 Dia 229 →
Sabedoria · 2 Coríntios
Sb 10-12 · 2Cor 13
4 capítulos · 88 versículos · cerca de 13 min de leitura

Sabedoria 10

comparar versões →
🎧 Ouvir (Sabedoria 10)

1 Foi ela que guardou aquele que primeiro foi formado por Deus, o pai do mundo, quando ainda era a única criatura,

2 e o tirou do seu pecado, e lhe deu poder para governar todas as coisas.

3 Mas quando o injusto se afastou dela na sua ira, pereceu pelo furor com que matou o irmão.

4 Por causa dele, quando a água destruiu a terra, de novo a sabedoria a sarou, dirigindo o justo por meio de um madeiro desprezível.

5 Ela também, quando as nações se uniram no consenso da maldade, reconheceu o justo e o conservou sem culpa diante de Deus, e o manteve firme na compaixão pelo filho.

6 Ela libertou o justo, que fugia dos ímpios que pereciam, quando o fogo desceu sobre a Pentápolis;

7 Em testemunho daquela maldade, a terra deserta ainda fumega, e as árvores produzem frutos que não amadurecem em seu tempo; e, como memória de uma alma incrédula, ali permanece uma estátua de sal.

8 Pois, desprezando a sabedoria, não só caíram nisto de ignorar o bem, mas também deixaram aos homens uma memória da sua insensatez, de modo que nem sequer pudessem ocultar aquilo em que pecaram.

9 A sabedoria, porém, livrou das dores aqueles que a respeitam.

10 Ela conduziu por caminhos retos o justo que fugia da ira do irmão, e lhe mostrou o reino de Deus, e lhe deu o conhecimento das coisas santas; honrou-o nos seus trabalhos e fez frutificar os seus labores.

11 Na fraude dos que o cercavam, assistiu-o, e o tornou honrado.

12 Guardou-o dos inimigos e o protegeu dos sedutores; e deu-lhe um duro combate para que vencesse e soubesse que a sabedoria é mais poderosa que tudo.

13 Ela não abandonou o justo quando foi vendido, mas o livrou dos pecadores; e desceu com ele à cova,

14 e nas prisões não o abandonou, até lhe trazer o cetro do reino e o poder contra os que o oprimiam; mostrou serem mentirosos os que o haviam difamado, e lhe deu glória eterna.

15 Ela libertou o povo justo e a descendência sem culpa das nações que os oprimiam.

16 Entrou na alma do servo de Deus e se opôs a reis terríveis, com prodígios e sinais.

17 E deu aos justos a recompensa dos seus trabalhos, e os conduziu por um caminho admirável; e foi para eles cobertura de dia e luz das estrelas durante a noite;

18 fê-los passar pelo mar Vermelho e os transportou através de águas caudalosas.

19 Os inimigos deles, porém, ela submergiu no mar, e do abismo profundo os tirou. Por isso, os justos tomaram os despojos dos ímpios,

20 e cantaram, Senhor, o teu santo nome, e louvaram unanimemente a tua mão vitoriosa;

21 porque a sabedoria abriu a boca dos mudos e tornou eloquentes as línguas das crianças.

Sabedoria 11

comparar versões →
🎧 Ouvir (Sabedoria 11)

1 Ela conduziu as obras deles pelas mãos do santo profeta.

2 Atravessaram desertos não habitados e, em lugares ermos, armaram suas tendas.

3 Resistiram aos adversários e se vingaram dos seus inimigos.

4 Tiveram sede e te invocaram, e foi-lhes dada água da rocha altíssima, e o alívio da sede saiu da pedra dura.

5 Pois, pelas mesmas coisas com que os seus inimigos foram castigados, ao lhes faltar a bebida, com elas, em sua abundância, alegraram-se os filhos de Israel:

6 por meio destas mesmas coisas, quando lhes faltaram, foram eles beneficiados.

7 Pois, em lugar da fonte de um rio sempre corrente, deste sangue humano aos injustos.

8 E, enquanto eles eram diminuídos em castigo pelos meninos mortos, deste-lhes, inesperadamente, água abundante,

9 mostrando, pela sede que então houve, como exaltavas os teus e fazias perecer os seus adversários.

10 Pois, quando estes foram provados, recebendo a correção com misericórdia, souberam como os ímpios, julgados com ira, padeciam tormentos.

11 A estes, na verdade, como pai que adverte, tu provaste; àqueles, porém, como rei severo que interroga, tu condenaste.

12 Pois, ausentes ou presentes, eram igualmente atormentados.

13 Pois um duplo tédio e gemido os havia tomado, junto com a lembrança das coisas passadas.

14 Pois, quando ouviram que, por meio dos seus próprios tormentos, os outros eram beneficiados, lembraram-se do Senhor, admirando-se do desfecho final dos acontecimentos.

15 Pois aquele que outrora, abandonado em má exposição, escarneceram, no desfecho final dos acontecimentos admiraram, não tendo a mesma sede que os justos.

16 E, em castigo dos insensatos pensamentos da iniquidade deles, porquanto alguns, errando, adoravam serpentes mudas e animais desprezíveis, enviaste-lhes uma multidão de animais mudos para vingança;

17 para que soubessem que, por aquilo com que alguém peca, por isso mesmo é também atormentado.

18 Pois não era impossível à tua mão onipotente, que criou o orbe da terra de matéria informe, enviar-lhes uma multidão de ursos ou leões audazes,

19 ou feras desconhecidas de novo gênero, cheias de fúria, ou que exalassem vapor de fogo, ou expelissem fumaça malcheirosa, ou lançassem dos olhos horríveis faíscas;

20 das quais não só o dano poderia exterminá-los, mas também a própria vista poderia matá-los de medo.

21 Mas, ainda sem estas, podiam ser mortos por um só sopro, perseguidos pelos seus próprios feitos e dispersos pelo sopro do teu poder; mas tudo dispuseste em medida, número e peso.

22 Pois o poder imenso sempre te restou somente a ti; e à força do teu braço quem resistirá?

23 Pois, como o ínfimo peso da balança, assim é diante de ti o orbe da terra, e como a gota do orvalho da madrugada que desce sobre a terra.

24 Mas te compadeces de todos, porque tudo podes; e dissimulas os pecados dos homens, em vista do arrependimento.

25 Pois amas tudo o que existe e nada odeias daquilo que fizeste; pois nada estabeleceste ou fizeste odiando-o.

26 E como poderia algo permanecer, se tu não o quisesses? Ou conservar-se aquilo que por ti não fosse chamado?

27 Mas a todos poupas, porque tuas são, Senhor, tu que amas as almas.

Sabedoria 12

comparar versões →
🎧 Ouvir (Sabedoria 12)

1 Como é bom e suave o teu espírito, Senhor, em todas as coisas!

2 Por isso corriges aos poucos os que se desviam, e os adverte e lhes falas acerca daquilo em que pecam, para que, abandonada a malícia, creiam em ti, Senhor.

3 Pois aqueles antigos habitantes da tua terra santa, que detestaste,

4 porque praticavam obras odiosas a ti, com feitiçarias e sacrifícios injustos,

5 matadores impiedosos dos próprios filhos, comedores das entranhas dos homens e devoradores de sangue no meio do teu sagrado culto,

6 e pais, autores de almas desamparadas, quiseste destruir pelas mãos dos nossos pais,

7 para que recebesse uma digna colônia de filhos de Deus a terra que, de todas, te é a mais cara.

8 Mas ainda a esses, como homens, poupaste, e enviaste vespas como precursoras do teu exército, para que aos poucos os exterminassem.

9 Não que fosses impotente para submeter na guerra os ímpios aos justos, ou às feras cruéis, ou para exterminá-los de uma só vez com uma palavra severa;

10 mas, julgando aos poucos, davas lugar ao arrependimento, não ignorando que sua nação era perversa, e natural a sua malícia, e que jamais poderia mudar o seu pensamento.

11 Pois era uma semente maldita desde o princípio; e não por temer a alguém davas perdão aos seus pecados.

12 Pois quem te dirá: «Que fizeste?» Ou quem se levantará contra o teu juízo? Ou quem virá diante de ti como vingador dos homens iníquos? Ou quem te culpará, se perecerem as nações que tu fizeste?

13 Pois não há outro Deus além de ti, que tens cuidado de todas as coisas, para mostrares que não julgas o juízo injustamente.

14 Nem rei nem tirano poderá interpelar-te diante de ti acerca daqueles que destruíste.

15 Sendo, pois, justo, dispões todas as coisas com justiça; e julgas alheio ao teu poder condenar aquele que não merece ser punido.

16 Pois o teu poder é o princípio da justiça, e, por seres Senhor de todos, te tornas clemente com todos.

17 Pois mostras o teu poder quando não se crê que sejas perfeito em poder, e refutas a audácia daqueles que te ignoram.

18 Tu, porém, senhor do poder, julgas com tranquilidade, e com grande reverência nos governas; pois te está à mão o poder, quando o quiseres.

19 Ensinaste ao teu povo, por tais obras, que é preciso ser justo e humano; e fizeste os teus filhos de boa esperança, porque, ao julgar, dás lugar ao arrependimento dos pecados.

20 Pois, se castigaste com tanta deliberação os inimigos dos teus servos, merecedores da morte, dando-lhes tempo e lugar para que pudessem mudar-se da malícia,

21 com quanto cuidado julgaste os teus próprios filhos, a cujos pais deste juramentos e alianças de boas promessas!

22 Portanto, ao mesmo tempo em que nos dás correção, açoitas de muitas maneiras os nossos inimigos, para que, julgando, pensemos na tua bondade, e, quando formos julgados, esperemos a tua misericórdia.

23 Por isso também àqueles que em sua vida viveram insensata e injustamente, deste tormentos extremos por meio daquilo mesmo que cultuaram.

24 Pois andaram por demasiado tempo extraviados no caminho do erro, tendo por deuses os mais desprezíveis dos animais, vivendo à maneira de crianças sem entendimento.

25 Por isso, como a crianças insensatas, lhes enviaste um juízo de escárnio.

26 Os que, porém, não se corrigiram com zombarias e repreensões, experimentaram o digno juízo de Deus.

27 Pois, vendo com indignação que padeciam por meio daquilo que tinham por deuses, ao serem exterminados por isso mesmo, reconheceram como verdadeiro Deus Aquele que outrora negavam conhecer; e por isso veio também sobre eles o fim da sua condenação.

2 Coríntios 13

comparar versões →
🎧 Ouvir (2 Coríntios 13)

1 Eis que pela terceira vez vou ter convosco: pela boca de duas ou três testemunhas se firmará toda palavra.

2 Já o disse antes e torno a dizê-lo, como quando estava presente e agora ausente, àqueles que pecaram anteriormente e a todos os demais: se eu voltar de novo, não pouparei.

3 Acaso buscais uma prova daquele que fala em mim, Cristo, o qual para convosco não é fraco, mas é poderoso em vós?

4 Pois, embora tenha sido crucificado por fraqueza, vive todavia pelo poder de Deus. E também nós somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus para convosco.

5 Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis a vós mesmos que Cristo Jesus está em vós? A não ser, talvez, que sejais réprobos.

6 Espero, porém, que reconhecereis que nós não somos réprobos.

7 Rogamos a Deus que não façais mal algum, não para que nós apareçamos aprovados, mas para que vós façais o que é bom, ainda que nós sejamos como réprobos.

8 Pois nada podemos contra a verdade, mas a favor da verdade.

9 Pois nos alegramos quando nós somos fracos e vós sois fortes. E isto também pedimos: o vosso aperfeiçoamento.

10 Por isso escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não proceda com mais severidade, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.

11 Quanto ao mais, irmãos, alegrai-vos, sede perfeitos, exortai-vos, tende o mesmo sentir, vivei em paz, e o Deus da paz e do amor estará convosco.

12 Saudai-vos uns aos outros com um ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.

13 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Amém.

📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.