📖 Bíblia em 1 Ano
Provérbios 31
comparar versões →1 Palavras do rei Lamuel. Visão com que sua mãe o instruiu.
2 «Que farei, meu amado? Que farei, ó amado do meu ventre? Que farei, ó amado dos meus votos?»
3 Não entregues às mulheres os teus bens, nem as tuas riquezas para a perdição dos reis.
4 Não dês vinho aos reis, ó Lamuel, não dês vinho aos reis, porque não há segredo onde reina a embriaguez;
5 para que, bebendo, não se esqueçam dos juízos e não alterem a causa dos filhos do pobre.
6 Dai a bebida forte aos que sofrem, e o vinho aos que estão amargurados de alma.
7 Bebam e esqueçam a sua pobreza, e não se lembrem mais da sua dor.
8 Abre a tua boca pelo mudo e pelas causas de todos os filhos que passam.
9 Abre a tua boca, decide o que é justo, e faze justiça ao necessitado e ao pobre.
10 Quem encontrará uma mulher forte? Vem de longe e dos confins mais remotos o seu valor.
11 Nela confia o coração do seu marido, e não lhe faltarão despojos.
12 Ela lhe retribuirá o bem, e não o mal, todos os dias da sua vida.
13 Procurou lã e linho, e trabalhou com o conselho das suas mãos.
14 Tornou-se como a nau do mercador, trazendo de longe o seu pão.
15 Levantou-se ainda de noite e deu alimento aos de sua casa, e mantimento às suas servas.
16 Considerou um campo e comprou-o; com o fruto das suas mãos plantou uma vinha.
17 Cingiu de fortaleza os seus rins e robusteceu o seu braço.
18 Provou e viu que é bom o seu negócio; não se apagará de noite a sua lâmpada.
19 Estendeu a sua mão para coisas fortes, e os seus dedos pegaram o fuso.
20 Abriu a sua mão ao necessitado, e estendeu as suas palmas ao pobre.
21 Não temerá pela sua casa o frio da neve, porque todos os de sua casa estão vestidos com roupas dobradas.
22 Fez para si um manto bordado; de linho fino e púrpura é a sua veste.
23 O seu marido é insigne às portas, quando se assenta com os anciãos da terra.
24 Fez tecidos finos e os vendeu, e entregou um cinto ao cananeu.
25 Fortaleza e beleza são a sua veste, e rirá no último dia.
26 Abriu a sua boca para a sabedoria, e a lei da clemência está na sua língua.
27 Observou os caminhos da sua casa, e não comeu o pão na ociosidade.
28 Levantaram-se os seus filhos e proclamaram-na bem-aventurada; o seu marido também, e a louvou.
29 «Muitas filhas ajuntaram riquezas; tu, porém, superaste a todas.»
30 Enganosa é a graça e vã é a beleza: a mulher que teme o Senhor, essa será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na às portas as suas obras.
Eclesiastes 1
comparar versões →1 Palavras do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém.
2 Vaidade das vaidades, disse o Pregador; vaidade das vaidades, e tudo é vaidade.
3 Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
4 Uma geração passa e outra geração chega; a terra, porém, permanece para sempre.
5 O sol nasce e se põe, e volta ao seu lugar; e ali, renascendo,
6 gira pelo sul e se inclina para o norte. Percorrendo tudo ao redor, segue o vento, e aos seus giros retorna.
7 Todos os rios correm para o mar, e o mar não transborda; ao lugar de onde saem os rios, para ali voltam, a fim de correr de novo.
8 Todas as coisas são difíceis; o homem não as pode explicar com palavras. Não se farta o olho de ver, nem o ouvido se enche de ouvir.
9 Que é o que foi? O mesmo que há de ser. Que é o que foi feito? O mesmo que há de fazer-se.
10 Nada há de novo debaixo do sol, nem pode alguém dizer: «Eis que isto é recente»; pois já existiu antes, nos séculos que nos precederam.
11 Não há memória das coisas passadas; nem tampouco haverá lembrança das que depois hão de vir, entre os que existirão no fim.
12 Eu, o Pregador, fui rei de Israel em Jerusalém;
13 e propus no meu coração buscar e investigar sabiamente acerca de tudo o que se faz debaixo do sol. Esta péssima ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para que nela se ocupassem.
14 Vi todas as coisas que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo é vaidade e aflição de espírito.
15 Os perversos dificilmente se corrigem, e o número dos insensatos é infinito.
16 Falei no meu coração, dizendo: «Eis que me tornei grande e ultrapassei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e a minha mente contemplou muitas coisas sabiamente, e aprendi.»
17 E entreguei o meu coração a conhecer a prudência e a doutrina, os erros e a insensatez; e reconheci que também nisto havia trabalho e aflição de espírito,
18 porque na muita sabedoria há muita indignação; e quem acrescenta ciência, acrescenta também trabalho.
📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público). Áudio em voz natural. Leitura/estudo — sem imprimatur. Para o texto em latim, inglês, espanhol ou português literal, use todos os livros.