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📖 Êxodo

Capítulo 9

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1 Então o Senhor disse a Moisés: «Vai à presença do faraó e dize-lhe: Assim fala o Senhor, Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo, para que me ofereça sacrifício.

2 Mas, se ainda recusares e os retiveres,

3 eis que a minha mão pesará sobre os teus campos, e uma peste gravíssima cairá sobre os teus cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas.

4 E o Senhor fará distinção admirável entre os rebanhos de Israel e os rebanhos dos egípcios, de modo que nada de quanto pertence aos filhos de Israel pereça.

5 E o Senhor fixou o tempo, dizendo: «Amanhã o Senhor fará esta coisa na terra.»

6 O Senhor, pois, fez essa coisa no dia seguinte: morreram todos os animais dos egípcios; mas, dos animais dos filhos de Israel, nada absolutamente pereceu.

7 E o faraó mandou ver, e nada havia morrido daquilo que Israel possuía. Contudo, o coração do faraó endureceu-se, e ele não deixou partir o povo.

8 Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Tomai mãos cheias de cinza da fornalha, e Moisés a espalhe para o céu, diante do faraó.

9 E haja pó sobre toda a terra do Egito, pois haverá nos homens e nos animais úlceras e pústulas inchadas em toda a terra do Egito.»

10 Tomaram, pois, a cinza da fornalha e apresentaram-se diante do faraó, e Moisés espalhou-a para o céu; e surgiram úlceras de pústulas inchadas nos homens e nos animais.

11 E os magos não podiam permanecer diante de Moisés, por causa das úlceras que havia neles e em toda a terra do Egito.

12 E o Senhor endureceu o coração do faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor havia dito a Moisés.

13 Então o Senhor disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo e apresenta-te diante do faraó, e dir-lhe-ás: Assim fala o Senhor, Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo, para que me ofereça sacrifício.

14 Porque desta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há ninguém semelhante a mim em toda a terra.

15 Pois agora, estendendo a minha mão, te ferirei a ti e ao teu povo com a peste, e desaparecerás da terra.

16 Mas para isto te coloquei: para mostrar em ti a minha força, e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.

17 Ainda reténs o meu povo e não o queres deixar partir?

18 Eis que amanhã, a esta mesma hora, farei chover granizo tão abundante como nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até ao tempo presente.

19 Manda, pois, agora mesmo, e recolhe os teus animais e tudo o que tens no campo; porque os homens, os animais e tudo o que se encontrar fora, e não for recolhido dos campos, ao cair o granizo sobre eles, morrerão.

20 Aquele dentre os servos do faraó que temeu a palavra do Senhor fez refugiar nas casas os seus servos e os seus animais;

21 mas aquele que desprezou a palavra do Senhor deixou os seus servos e os seus animais nos campos.

22 Então o Senhor disse a Moisés: «Estende a tua mão para o céu, para que caia granizo em toda a terra do Egito sobre os homens, sobre os animais e sobre toda a erva do campo na terra do Egito.»

23 Moisés estendeu a vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e granizo, e relâmpagos que corriam sobre a terra; e o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito.

24 E o granizo e o fogo misturados caíam juntos; e foi de tão grande magnitude, qual nunca antes apareceu em toda a terra do Egito desde que aquela nação foi fundada.

25 E o granizo feriu em toda a terra do Egito tudo o que havia nos campos, desde o homem até ao animal; e o granizo feriu toda a erva do campo e quebrou toda a árvore da região.

26 Somente na terra de Gessen, onde estavam os filhos de Israel, o granizo não caiu.

27 Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão, e disse-lhes: «Pequei também desta vez: o Senhor é justo; eu e o meu povo somos ímpios.

28 Orai ao Senhor para que cessem os trovões de Deus e o granizo, para que eu vos deixe partir, e de modo algum fiqueis aqui por mais tempo.»

29 Disse Moisés: «Quando tiver saído da cidade, estenderei as minhas mãos ao Senhor, e cessarão os trovões, e não haverá mais granizo, para que saibas que a terra é do Senhor.

30 Eu sei, porém, que nem tu nem os teus servos ainda temeis o Senhor Deus.»

31 O linho, pois, e a cevada foram danificados, porque a cevada estava verde e o linho já lançava os botões;

32 mas o trigo e a espelta não foram danificados, porque eram tardios.

33 E Moisés, tendo saído da cidade, da presença do faraó, estendeu as mãos ao Senhor; e cessaram os trovões e o granizo, e não gotejou mais chuva sobre a terra.

34 Mas o faraó, vendo que a chuva, o granizo e os trovões haviam cessado, aumentou o seu pecado;

35 e o seu coração agravou-se, bem como o dos seus servos, e endureceu-se em extremo; e não deixou partir os filhos de Israel, como o Senhor ordenara por meio de Moisés.

📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público), cotejada com fontes católicas. Leitura/estudo — sem imprimatur.